Libertadores já rendeu R$ 6,3 milhões ao SP

Antonio Roque Citadini, vice-presidente de futebol do Corinthians, costuma dizer que a Copa Libertadores da América não faz parte desse "mundo maravilhoso" que muita gente prega. Considera a competição importante, mas nada de outro planeta. Talvez ele até tenha alguma razão, mas, para o São Paulo, o torneio está se transformando numa mina de ouro. Ou quase. Se o time confirmar passagem para a semifinal, na quarta-feira, quando pode perder por até dois gols de diferença para o Deportivo Táchira, terá arrecadado R$ 6,37 milhões brutos - cerca de R$ 5,3 milhões líquidos. Tudo isso em apenas três meses. É mais dinheiro acumulado que nos Campeonatos Paulista e Brasileiro.Para se ter uma idéia, o Morumbi já recebeu 265.932 torcedores em cinco jogos - somado o público dos confrontos com Cobreloa, LDU, Alianza Lima, Rosario Central e Táchira. O que representa quase 50% do total de público presente em partidas do São Paulo no Brasileiro de 2003, que teve 46 rodadas. A soma da arrecadação dos cinco jogos é de R$ 2.849.950,00. E quase tudo ficou para o São Paulo, pois a renda é do mandante - a Comebol tem direito a 10%, a Federação Paulista de Futebol a 5% e a CBF a outros 5%.Como a equipe faz boa campanha, o clube está faturando alto em prêmios, embora os valores tenham caído bastante em relação às últimas edições da Libertadores. Pela primeira fase, foram US$ 345 mil. Depois, mais US$ 185 mil pelas oitavas-de-final, US$ 240 mil pelas quartas-de-final e US$ 330 mil se garantir vaga na semifinal."A Libertadores impulsiona também outros negócios", diz João Paulo de Jesus Lopes, diretor de planejamento do clube. No fim de 2003, o São Paulo lançou cinco camarotes no Morumbi. E alugou, sem dificuldade, os cinco por três anos, no valor de R$ 250 mil cada. A classificação para a competição teve participação importante no sucesso da comercialização dos camarotes.Os bons resultados na Libertadores também animam o torcedor a prestigiar o time no Brasileiro, ressalta o dirigente. Contra o Paraná, por exemplo, no último domingo, às 18 horas, com frio, havia mais de 7 mil pagantes, público que superou as expectativas. "E, se o poder aquisitivo do torcedor fosse maior, os números seriam ainda mais expressivos."

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