Libertadores poderá ser cancelada

O representante do Brasil na Confederação Sul-Americana de Futebol, Hildo Nejar, confirmou hoje a possibilidade de a Taça Libertadores da América ser cancelada. Segundo o dirigente, o consórcio TyT (formado pela empresa brasileira Traffic e a Torneos y Competencias, da Argentina), que detém os direitos de comercialização da transmissão do evento, enviou uma carta à entidade pedindo uma redução de 30% no pagamento aos clubes. Para decidir o impasse, uma reunião foi marcada para o dia 17, na sede da Confederação, em Assunção, no Paraguai. Pelo contrato, a TyT deve pagar a cada um dos 20 clubes participantes a cota de US$ 450 mil pelas três partidas que realizarão na primeira fase da Libertadores. Para pedir a redução da cota, o consórcio argumentou que a crise na Argentina inviabilizou a negociação com patrocinadores. O valor de 30% teve como base a desvalorização de 28,57% do peso argentino em relação ao dólar, no câmbio oficial. Nejar disse entender a situação das empresas, mas lembrou que os participantes brasileiros (Atlético-PR, São Caetano, Grêmio e Flamengo) podem ser muito prejudicados. Lembrou que o planejamento de 2002 desses clubes foram feitos tendo em vista o valor anteriormente acertado. Uma solução apresentada por Nejar foi a de que o consórcio negocie com os clubes o pagamento de cotas diferenciadas. ?O Flamengo vai receber o mesmo que clubes pequenos da Venezuela. Por que não pagam mais a ele, pela tradição, e menos aos outros??, indagou o dirigente. Prevista para ser realizada entre os dias 6 de fevereiro e 15 de maio, com as finais sendo disputadas entre os dias 10 e 31 de julho, o adiamento da Libertadores pode provocar outro problema imediato no calendário do futebol brasileiro: Atlético-PR, São Caetano, Grêmio e Flamengo não estão incluídos na Copa do Brasil. Se a competição sul-americana for cancelada, eles provavelmente reivindicariam um lugar no torneio nacional.

Agencia Estado,

10 de janeiro de 2002 | 19h19

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