Libertadores reflete crise brasileira

Em ano de Copa do Mundo, mais um sinal de que as coisas no futebol brasileiro não andam bem é o desempenho ruim das equipes na rodada de abertura da Copa Libertadores da América. Três já entraram em campo como favoritas e saíram com derrota. O pior tropeço foi o do Atlético-PR. Por ser o atual campeão brasileiro, o time comandado por Geninho, apesar de quatro desfalques, esperava uma partida tranqüila contra o Bolívar, atual campeão boliviano, com jogo ofensivo e a ajuda da pressão de sua torcida. O time saiu de campo humilhado. Perdeu por 2 a 1 e teve o volante Cocito expulso. O feito chegou a ser comemorado pela torcida boliviana nas ruas de La Paz. O São Caetano, vice-campeão do País, também não teve melhor sorte. Assim como o Atlético-PR, não pôde contar com quatro titulares e perdeu também por 2 a 1 para o Cobreloa. A única diferença foi o local da partida. O Azulão jogou na casa do adversário, em Calama, no Chile. A partida foi bastante tensa, com três expulsões, duas da equipe do ABC (Somália e Marcos Senna), e esteve paralisada por nove minutos. Um pênalti duvidoso resultou na derrota da equipe dirigida pelo técnico Jair Picerni. O terceiro brasileiro a cair foi o Flamengo. O time jogou em Manizales, Colômbia, e por pouco não foi humilhado por um Once Caldas de pouca tradição. O Rubro-negro perdeu por apenas 1 a 0 graças às intervenções do goleiro Clemer, que evitou o que a imprensa colombiana acreditava ser uma "goleada certa". A única vantagem do time da Gávea em relação aos outros dois brasileiros que já atuaram pela Libertadores foi o fato de ter saído de campo sem nenhum jogador expulso.

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