Libertadores: São Caetano na final

Depois de fazer história no futebol brasileiro ao ser duas vezes vice-campeão brasileiro, o São Caetano segue a passos largos para o sucesso no futebol internacional. O Azulão garantiu sua vaga na final da Taça Libertadores da A mérica, ao empatar com o América, por 1 a 1, nesta terça-feira, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Agora aguarda o outro finalista, que sairá do confronto entre Grêmio e Olímpia, do Paraguai, nesta quarta-feira, em Porto Alegre. A presença inédita do São Caetano na final abriu caminho para uma final histórica na Libertadores, com dois clubes brasileiros. O regulamento, agora, permite a decisão entre dois clubes do mesmo país. Para que o confronto aconteça, o Grêmio precisa eliminar o Olímpia. O time paraguaio venceu, em casa, por 3 a 2, e agora joga pelo empate. O time gaúcho precisa vencer por dois gols de diferença para decidir o título. Mantendo-se fiel à sua filosofia de sempre buscar a vitória, o técnico Jair Picerni escalou o São Caetano com seus principais meio-campistas - Robert e Anaílson - deixando o volante Serginho apenas como opção no banco. E o time começou bem, com dois chutes de longa distância de Somália e Rubens Cardoso. Mas não demorou para abrir o placar. Somália roubou a bola do zagueiro Rojas, quase na linha lateral da grande área, avançando sozinho em direção ao gol. Na pequena área ele tocou para Aílton, que dividiu com dois zagueiros e, mesmo desequilibrado, empurrou a bola para o gol, aos oito minutos. Se antes do jogo, o Azulão já tinha a vantagem de dois gols marcados no ABC, agora ampliava este handicap para três gols a seu favor. O América sentiu o golpe, mostrando nervosismo e errando muitos passes. Teve ainda contra si o campo molhado, que dava maior velocidade à bola. A chuva que caiu durante a tarde também afastou muitos torcedores. Mesmo assim, perto de 50 mil torcedores tentaram empurrar o América ao ataque. Nem este apoio, porém, serviu para tirar a tranqüilidade do São Caetano e do goleiro Silvio Luiz, que não foi ameaçado com real perigo. No segundo tempo, o América volta com duas mudanças para ficar totalmente ofensivo. O meia Mendonza entrou pela esquerda no lugar do lateral Salinas, enquanto Hernandez ocupou o lugar de Ortiz, passando a atuar pelo lado direito do ataque. Os dois jogaram abertos, com Zamorano no comando do ataque. O chileno sofreu falta perto da grande área. O capitão Pardo chutou em curva, colocando a bola no ângulo esquerdo de Silvio Luiz: 1 a 1, aos três minutos. Por alguns instantes, o São Caetano perdeu o controle do jogo, enquanto o América passou a contar com o apoio de sua torcida, até então sonolenta. O volante Serginho, como esperado, entrou no lugar de Robert, aos 18 minutos, para reforçar a marcação. O América buscou outro gol, mas na base da pressão e sem objetividade. Aos 30 minutos, outra substituição no São Caetano para reforçar o meio-campo: Aílton, cansado, deixa o lugar para o volante Bruno Quadros. Depois Wagner entrou no lugar de Anaílson, já esgotado fisicamente. A principal chance do América aconteceu aos 39 minutos, quando Zamorano subiu mais que a defesa e tocou de cabeça. A bola passou por Silvio Luiz e tocou na sua trave esquerda, indo para fora. Era um forte sinal de que a situação não mudaria. E não mudou mesmo, nem nos três minutos de acréscimo.

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