Libertadores tem premiação reduzida

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) confirmou hoje, em Assunção, no Paraguai, que a Taça Libertadores da América começa no dia 5 de fevereiro, mas com um corte de 30% na distribuição de verba aos clubes que passarem para a segunda fase. Dessa forma, os 32 participantes receberão o mínimo previamente determinado de US$ 450 mil pelas três partidas disputadas na primeira etapa. "O começo da competição se mantém como no ano passado para não prejudicar os investimentos já feitos pelos clubes. Naturalmente que a decisão é para este ano", afirmou o presidente da Conmebol, Nicolás Leoz. A reunião de hoje foi convocada em caráter de urgência para analisar o pedido do consórcio TyT, formado pelas empresas Traffic, do Brasil, e Torneos y Competencias, da Argentina, proprietário dos direitos de televisão da Libertadores, para reduzir a redistribuição das cotas para os clubes. O consórcio justificou o corte em razão de dificuldades econômicas e principalmente por causa da crise argentina. A Taça Libertadores, disputada desde 1960, é a competição de clubes mais importante do continente e dividia até a edição de 2001 cerca de US$ 41 milhões em prêmios. Durante a segunda fase (oitavas-de-final), as equipes participantes receberão US$ 200 mil. Nas quartas-de-final, os times vão levar para casa U$ 300 mil e os semifinalistas ganharão US$ 400 mil. Ao vice-campeão caberá US$ 500 mil e ao campeão, US$ 1 milhão. Os dois primeiros colocados terão um prêmio adicional. O vencedor da competição fatura mais US$ 1 milhão e o vice, US$ 500 mil, pagos pela empresa Toyota Motors Corporation, patrocinadora da Taça Libertadores. No total, o campeão receberá US$ 3,3 milhões e o vice, US$ 2,3 milhões. A competição começa no dia 5 de fevereiro, com a participação de equipes de Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, mas os representantes do México. Ela terminará no dia 31 de julho, depois de um recesso durante a Copa do Mundo do Japão e da Coréia do Sul. Atlético-PR, Flamengo, Grêmio e São Caetano representam o Brasil. O tesoureiro da Conmebol, o boliviano Romer Osuna, disse que o Comitê Executivo resolveu manter o contrato com a empresa Internacional Soccer Marketing para fazer a publicidade estática nos estádios, o que permitirá uma injeção de cerca de US$ 3 milhões, que poderão vir a ser distribuídos de forma proporcional entre os clubes.

Agencia Estado,

17 de janeiro de 2002 | 15h29

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