"Licença" de Teixeira vai até 2002

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, não voltará a comandar a entidade pelo menos até março de 2002. Ele recebeu orientação de seu cardiologista, Roberto Horcades, para ficar afastado de situações de estresse por, no mínimo, seis meses - a contar a partir da data da angioplastia a que foi submetido, 31 de agosto. "Se ele quiser descumprir a orientação, vai estar fazendo uma tentativa de suicídio", disse o médico.Ex-diretor do Hospital de Cardiologia, nas Laranjeiras, e membro efetivo e fundador da Sociedade Brasileira de Cardiologistas, Horcades sugeriu a Teixeira que consulte outros dois especialistas em problemas cardíacos para obter novos laudos sobre seu estado de saúde: os doutores Irving Franco, chefe da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, e José Antonio Ramirez, diretor-geral do Incor, em São Paulo.Horcades justificou a recente viagem de Teixeira a Suíça, afirmando que o dirigente deixou o Brasil alguns dias para descansar na casa de um amigo. "Ele tem de evitar estresse, aborrecimento; senão o risco de infarto passa a ser considerável." Nesta quinta-feira, o presidente interino da CBF, Alfredo Nunes, concede entrevista na sede da entidade para falar sobre como a CBF será administrada no período de ausência de Teixeira.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2001 | 20h00

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