Juan Mabromata/AFP Photo
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Líder, Corinthians tenta se reinventar para não perder o ritmo

Equipe cai de rendimento e precisa de alternativas táticas; já o São Paulo, adversário de domingo, espera tirar proveito da previsibilidade do rival

Daniel Batista e Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2017 | 07h00

A eliminação na Copa Sul-Americana, após um melancólico empate sem gols com o Racing, só reforçou no Corinthians a ideia de que é preciso ligar o sinal de alerta e criar alguma situação nova para sair da zona de conforto e voltar a apresentar um futebol convincente, de quem lidera com folga o Brasileirão. A reação pode ocorrer no clássico com o São Paulo, domingo, às 11h. O tricolor, por sua vez, trabalha para aproveitar o mau momento do rival.

A partir de agora, o Corinthians tem apenas o Brasileiro para disputar e o técnico Fábio Carille poderá aproveitar melhor o tempo livre para tentar corrigir alguns problemas da equipe que se potencializaram nas últimas partidas. Um dos pontos passíveis de melhora é a parte tática.

O sistema adotado por Carille, que era positivo no passado, se tornou um problema. A disposição tática, até pouco tempo atrás vista como sinal de bom entrosamento, ficou “manjada” pelos adversários e isso já pode ser percebido em campo. O Corinthians não consegue mais jogar com a mesma facilidade de antes, muito por causa da boa marcação dos adversários sobre peças-chave do esquema do treinador. 

A previsibilidade corintiana pode ajudar o rival de domingo. O departamento de análise e estatísticas do São Paulo fundamentou boa parte dos treinos da equipe nesta semana ao fornecer dados detalhados do Corinthians à comissão técnica de Dorival Junior. Entre as informações, estão dados de desempenho de cada atleta do rival e suas principais características. 

“O Corinthians é uma grande equipe, é o rival a ser batido, até porque é o líder desde o início da temporada e sabemos que o time tem grandes qualidades. A gente recebeu tudo esmiuçado do centro de inteligência”, revelou o volante são-paulino Petros, ex-Corinthians. “Não posso revelar detalhes, porque são as nossas armas para neutralizá-los, mas estamos bem preparados, pode ter certeza.”

Carille não abre mão do 4-5-1. Alega que não gosta de “inventar” e por isso se mantém fiel à sua convicção.

Junto com o esquema decorado pelos rivais, existe também o fato de alicerces da equipe estarem em baixa. Jadson e Rodriguinho, os dois responsáveis por fazer o time jogar, não vivem bom momento. Com os dois meias sem inspiração, Jô também cai de rendimento, já que a bola chega menos ou sem a mesma qualidade de antes.

Rodriguinho ainda foi expulso contra o Racing, após ficar menos de dois minutos em campo, situação que o deixou bastante abalado. Jô, que também levou o vermelho diante dos argentinos, é outro que precisa melhorar psicologicamente, após toda a polêmica em que se viu envolvido pelo gol de mão marcado contra o Vasco.

Sem pressão. Paralelamente, os atletas negam que exista pressão ou qualquer sintoma de crise, mesmo com a queda na Sul-Americana e o fato de terem vencido apenas dois dos últimos cinco jogos no Brasileiro.

“Estamos tirando como parâmetro o primeiro turno, que foi anormal. Quando você tem uma sequência em que é derrotado em dois jogos em casa e perde outra fora, falam que o Corinthians está em crise. Mas não é verdade. Pelo contrário. Continuamos fortes”, assegurou o lateral-direito Fagner. 

Um alento para os atletas corintianos é o fato de os rivais também não conseguirem se aproximar na classificação. No segundo turno do Brasileiro, enquanto o Corinthians fez seis pontos, o Grêmio, segundo colocado, somou apenas quatro. O Santos também fez seis pontos e o Palmeiras, oito.

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