Ricardo Bordalo/EFE - 11/1/2010
Ricardo Bordalo/EFE - 11/1/2010

Líder diz que Copa Africana pode ter mais atos violentos

Movimento separatista diz que 'Cabinda está em guerra, e que não há trégua' no conflito em Angola

AE-AP, Agencia Estado

12 de janeiro de 2010 | 13h00

Rodrigues Mingas, um líder da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec), movimento separatista acusado de ser o autor do atentado que matou dois integrantes da delegação da seleção de Togo que disputaria a Copa Africana de Nações, em Angola, afirmou nesta terça-feira que novos atos violentos poderão ocorrer no país e, consequentemente, abalar ainda mais a competição.

Mingas disse, porém, que os jogadores que participam do torneio não serão alvos, mas sim apenas soldados angolanos. O líder ressaltou que a região angolana de "Cabinda está em guerra, e que não há trégua (no conflito)".

A cidade de Cabinda abriga os confrontos do Grupo B da Copa Africana, que teve a sua primeira rodada na última segunda-feira, quando Costa do Marfim empatou com Burkina Fasso por 0 a 0 e o confronto entre Togo e Gana acabou sendo cancelado pelo fato de a seleção togolesa ter desistido da competição a pedido do governo do seu país.

O atentado contra a seleção de Togo, ocorrido na última sexta-feira, matou o auxiliar-técnico Abalo Amelete e o assessor de imprensa Stanislas Ocloo, além do motorista angolano que conduzia o ônibus com a delegação togolesa.

Mingas afirmou que a ação terrorista da Flec tinha como alvo apenas os soldados que escoltavam o ônibus que transportava a seleção, mas alertou que os ataques contra as forças militares angolanas continuarão.

O líder da Flec ainda avisou que soldados que fazem a segurança do estádio de Cabinda - para onde está previsto o confronto entre Grupo B da primeira fase da Copa Africana - poderão ser atacados.

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