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Líder do returno, Avaí cresce com aposta na defesa e surpreende no Brasileirão

Diretoria aposta na continuidade do técnico Claudinei Oliveira para escapar da degola

Aline Torres, especial para a AE, Estadão Conteúdo

11 de setembro de 2017 | 13h10

Em Florianópolis, o Avaí é um clube conhecido por seus feitos improváveis. Na cidade há até uma expressão local que explica a mística sobre o time da Ressacada: "esse Avaí faz coisas". Pois a equipe de Claudinei Oliveira vem surpreendendo no segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Passadas quatro rodadas, ninguém pontuou mais que o clube catarinense, invicto com três vitórias e um empate. A última delas veio no último domingo, contra o Sport, com o placar magro de 1 a 0, na Ilha do Retiro. O resultado foi suficiente para tirar a equipe da zona de rebaixamento, lugar que ocupou por 96 dias. Sua posição atual é a 14ª, com 28 pontos, mas o técnico acredita que a arrancada não deve parar por aí. "Vamos buscar o título do segundo turno. Isso pode não valer nada, mas pra gente é um marco e representa muito", disse Claudinei após o jogo no Recife.

O treinador ex-Santos demonstrou no ano passado que tem capacidade de tirar o máximo de seus atletas. Depois de assumir o Avaí em situação difícil na terceira rodada do returno da Série B, ganhou 12 jogos e empatou quatro, garantindo o vice-campeonato e a vaga na primeira divisão.

Na campanha desse ano, o clube catarinense empatou com grandes, como Flamengo, Corinthians e Santos e bateu fora de casa Botafogo e Grêmio, todas equipes que brigam no topo da tabela. Mas o time demorou a engrenar e até a nona rodada tinha perdido todos os cinco jogos fora de casa. O próprio Claudinei balançou no cargo na 18ª rodada, quando o time perdeu por 5 a 0 para o Atlético-PR. Foi o divisor de águas.

A diretoria resolveu dar um voto de confiança e desde então a equipe não perdeu mais. Como recompensa, o técnico teve o contrato renovado na última semana para continuar lutando pela permanência na elite nacional. A fórmula, segundo ele, é a consistência tática e defensiva e a efetividade no ataque, que tem aproveitado as poucas chances que surgem.

"A característica da nossa equipe é saber sofrer. Sem a bola tem um comprometimento tático muito bom, compacto, com bloqueios de cruzamentos e finalizações. Por outro lado, quando tem a bola, mantém o equilíbrio e espera pela chance de finalizar", analisou.

Com a postura mais defensiva, o time saiu 11 vezes de campo sem sofrer gols na competição. Foram quatro empates em 0 a 0, cinco vitórias por 1 a 0 e em duas oportunidades venceu pelo placar de 2 a 0. Placares modestos que colocam o time como o pior ataque entre os 20 clubes, com apenas 14 gols feitos.

Esse desempenho não parece abalar a confiança de Claudinei, que aposta no elenco mesclado com jovens e jogadores experientes, como os meias Marquinhos e Juan (ex-Flamengo e São Paulo) e o zagueiro Betão (ex-Corinthians) e o lateral-direito ex-seleção Brasileira Maicon, que vem sendo pouco aproveitado.

Na visão do treinador, o principal desafio agora é manter a boa fase, diante de uma sequência difícil, contra o Atlético-MG, em casa, e o Flamengo, fora. "Agora temos que nos cobrar ainda mais. A responsabilidade só aumenta. Temos que manter o fogo. Eu tenho orgulho de comandar esta equipe. Os caras estão querendo, a entrega deles, determinação, vontade, estão superando qualquer dificuldade que possamos ter", elogiou.

A próxima partida, contra a equipe mineira, será na Ressacada, no domingo, às 11 horas. A promessa é de casa cheia para ver o Avaí continuar a fazer das suas. E que ninguém duvide.

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