Liderança de Rogério Ceni dá segurança ao campeão

Goleiro não foi tão artilheiro como nos anos anteriores, mas deu segurança ao grupo em momentos difíceis

Agencia Estado

07 de dezembro de 2008 | 19h42

A importância de Rogério Ceni na conquista do título brasileiro de 2008 pelo São Paulo foi além das quatro linhas. Se neste ano o goleiro não foi artilheiro como de costume - fez quatro gols, contra oito em 2006 e sete no ano passado -, ele foi fundamental para segurar a pressão pelos maus resultados durante a competição e mostrou sua influência num jogo em que nem sequer estava escalado.Veja também:São Paulo é campeão brasileiro pela 6.ª vez na históriaVitória sobre o Goiás dá o título para o São Paulo Brasileirão 2008 - Classificação Brasileirão 2008 - Resultados Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão Foi contra o Ipatinga, no dia 4 de outubro, quando o clube iniciava a reação que culminaria na conquista do título. Ele estava afastado por conta de uma lesão muscular, e não seguiu com o grupo para o interior de Minas. No dia da partida, porém, fez fisioterapia e viajou em seguida, num avião fretado, a tempo de se encontrar com os companheiros a participar da preleção antes da partida - que terminou 3 a 1 para o São Paulo.Pelo feito, Rogério Ceni foi citado como exemplo até por um rival: Vanderlei Luxemburgo, técnico do Palmeiras, usou essa viagem a Ipatinga como modelo de conduta ao dizer seu capitão, o também goleiro Marcos, não poderia reclamar da defesa palmeirense após os jogos.Dentro de campo, o capitão são-paulino também convenceu. Embora tenha marcado apenas um gol de falta, contra o Vasco, anotou outros três de pênalti e foi decisivo na função principal de um goleiro: defender. Embora a defesa não tenha sofrido tão poucos gols como em 2007, Rogério Ceni foi decisivo em vários jogos, como no empate por 2 a 2 contra o Palmeiras, no Palestra Itália, e na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, em São Januário. Rogério Ceni lidera o São Paulo com a autoridade de quem chegou ao Morumbi em 1990, com 17 anos, vindo de Sinop, no interior do Mato Grosso. Depois de anos na reserva, ele teve a chance de jogar no "Expressinho" que foi campeão da Copa Conmebol em 1994, sob o comando de Muricy Ramalho, e assumiu a camisa 1 em 1997, desde o começo deixando claro que não se tratava de um goleiro qualquer: com dois meses como titular, marcou seu primeiro gol de falta, contra o União São João.Até hoje, entre gols de falta e de pênalti, são 83 gols, que lhe dão a condição de goleiro com mais gols marcados na história do futebol mundial. Aliados à segurança debaixo das traves, Rogério Ceni fez mais uma vez valer a máxima de que todo grande time começa por um grande goleiro.

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