Liedson quer comemorar gol contra o Fla

A torcida rubronegra e seus ex-companheiros de Flamengo que desculpem Liedson. O atacante vai enfrentar o ex-clube domingo, às 16h, no Pacaembu, com vontade redobrada. Não porque o adversário ainda lhe deve algum dinheiro ("é só uma pequena pendência") ou porque ele tenha saído magoado de lá. A questão é puramente profissional: Liedson quer se recuperar de sua fraca atuação no último jogo, quando o Corinthians perdeu para o Internacional, em Porto Alegre, por 2 a 1. Além disso, o time de Liedson tem só cinco pontos ganhos em 5 jogos no Campeonato Brasileiro e precisa urgentemente dessa vitória. "Nessa hora, não quero nem saber qual é o nosso adversário. Eu quero ganhar porque o Corinthians precisa desses três pontos". Com Liedson também não tem essa conversa de não comemorar gol contra seu ex-clube. O atacante até reconhece que o Flamengo lhe ajudou a dar um salto importante na sua carreira. Por outro lado também deu um bom retorno ao clube, fazendo muitos gols. Liedson guarda um certo carinho pelo Flamengo e por sua enorme torcida, mas o reconhecimento pára por aí. Nenhum outro sentimento vai impedi-lo de oferecer à torcida corintiana aquilo que ela mais quer e gosta: gols. "Se vou comemorar um gol contra o Flamengo? Vou, e muito. Não tem nada a ver a minha comemoração com o que fiz no passado pelo Flamengo. Hoje eu sou do Corinthians. Na hora, não vou nem pensar que saí do Flamengo para jogar no Corinthians. Se estou aqui é porque fiz por merecer". Liedson, aliás, não vê o Flamengo diferente dos outros adversários. "É um grande clube, tem uma camisa de peso e uma torcida fantástica. Igual ao Corinthians, que também tem tudo isso". Liedson prevê um grande clássico, domingo. "Se nós precisamos do resultado, o Flamengo também precisa. Acho que vai dar um grande jogo". Da parte do Corinthians, Liedson entende que a vitória é fundamental também pelo que lhe espera na próxima semana - no dia 1º de maio a equipe enfrenta o River Plate, em Buenos Aires, pelas oitavas-de-final da Libertadres. Liedson acha que seria importante chegar à capital argentina embalado por uma vitória sobre o Flamengo. "Ganhar do Flamengo sempre dá moral. Vai ser bom para a gente chegar forte em Buenos Aires". A exemplo de Liedson, os seus companheiros de Corinthians vêem no Flamengo o ponto de partida para uma reabilitação no Campeonato Brasileiro. Pelo início inseguro do Corinthians na competição, o jogo é visto quase como uma decisão. "Não diria uma decisão, porque ainda temos 40 rodadas para a gente se recuperar. Mas são três pontos fundamentais para o Corinthians.Cocito - Se não, ficaremos perigosamente longe dos líderes", reconhece o estreante Cocito, contratado há duas semanas do Atlético-PR. Cocito vai jogar no lugar de Fabinho, suspenso automaticamente pela expulsão em Porto Alegre, contra o Inter. As características dos dois jogadores são parecidas: ambos têm muito vigor físico e uma forte pegada. Até o coletivo de quarta-feira, Cocito estava preocupado com a falta de entrosamento. Depois daquele treinamento, mudou de opinião. "Acho que não vai ser tão difícil me acertar na equipe", observa o volante, de 25 anos. Já o técnico Geninho praticamente descartou a hipótese de enfrentar o Flamengo com um terceiro zagueiro (César) ou um terceiro volante (Pingo). "Ainda não decidi, mas é bem provável que jogaremos no esquema tradicional do Corinthians". Porém, na quinta-feira, contra o River Plate, em Buenos Aires, é certo que o time jogará mais fechado, exatamente como fez o Paysandu, ontem, contra o Boca, na Bombonera. "Libertadores se ganha assim. Você joga fechado lá fora e ataca aqui". Essa foi a grande virtude do Paysandu, na visão de Geninho. "Eles jogaram pelo empate e trouxeram a vitória. Acertaram uma grande partida mas a classificação ainda não está definida. Não se pode brincar com times argentinos, principalmente o Boca". Geninho também diz que não desistiu de acreditar na chegada de um atacante a tempo de jogar contra o River Plate, em 1º de Maio. "Até segunda-feira ainda temos tempo de inscrevê-lo. Quem saber a diretoria de uma hora para outra não aparece com um presente?"

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