Ettore Ferrari/Efe
Ettore Ferrari/Efe

Liga dos Campeões: Kiev assistirá a uma decisão de R$ 6,3 bilhões

Mesmo com derrota para a Roma, Liverpool avança e tentará seu 6º título contra o Real Madrid, que lutará pela 13ª taça

O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 07h00

Mais de € 400 milhões (R$ 1,6 bilhões) separam os elencos de Real Madrid e Liverpool, finalistas desta edição da Liga dos Campeões, que será decidida no dia 26. Os ingleses foram derrotados pela Roma ontem por 4 a 2, mas avançaram à final pela vantagem de 5 a 2 construída no jogo de ida da semifinal.

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Protagonistas em campo, Cristiano Ronaldo e Mohamed Salah também são os jogadores mais valiosos das equipes. Só o português vale € 120 milhões (R$ 508 milhões) no elenco de € 962 milhões (R$ 4 bilhões). Do lado inglês, Salah vale € 80 milhões (R$ 339 milhões) e é a principal peça do grupo de € 548 milhões (R$ 2,3 bilhões) de valor de mercado, de acordo com o Transfer Markt.

Os dois times ainda figuram entre os dez mais ricos da atualidade. O Real, atrás apenas do Manchester United, teve receita de € 674 milhões (R$ 2,8 bilhões) no ano passado. O Liverpool registrou € 424 milhões (R$ 1,7 bilhões) em receitas na temporada anterior. 

Os ingleses se veem como “zebra” na decisão, mas apostam no trabalho para surpreenderem os espanhóis. O Liverpool foi justamente o último time a superar o Real numa final da Liga dos Campeões. Foi na temporada 1980/1981, na única decisão do torneio disputada pelas equipes. Por 1 a 0 com gol de Kennedy marcado no fim do jogo, os ingleses levantaram seu terceiro título. De lá para cá, os espanhóis estiveram em seis finais. E levaram todas.

É ainda a primeira vez que o Liverpool chega à final desde 2007, ano em que ficou com o vice ao perder para o Milan. Agora, tentará repetir os feitos de 1977, 1978, 1981, 1984 e 2005, quando foi campeão. Do outro lado, a equipe de Madri é a que mais venceu o torneio na história. Pode chegar ao 13.º título.

“Nós merecemos 100% esta classificação”, afirmou o técnico do Liverpool, Jürgen Klopp, após a derrota para a Roma. “É verdade que perdemos o jogo, mas o Real também precisou de sorte na terça e contra a Juventus nas quartas de final. Temos agora duas semanas para nos prepararmos para a partida e vamos lá dar nosso melhor.”

O lateral Andrew Robertson reconhece que os ingleses não são favoritos. “É um grande momento para estar envolvido. O crédito é de todos os jogadores. Teremos um grande dia em Kiev, independentemente do resultado. Seremos os ‘azarões’, mas às vezes isso pode ser uma coisa boa.”

O treinador merengue Zinedine Zidane reconhece a dificuldade do Real na edição deste ano. Passou no sufoco diante do Bayern de Munique na semifinal e pela Juventus nas quartas. “Agora sim podemos estar muito felizes, mesmo que tenha sido sofrido. E sofremos. Muito”, reconheceu o treinador do Real, Zidane. “Mas se você não sofrer, não ganha uma competição como a Liga dos Campeões. Temos de estar tranquilos. Vamos ter tempo para descansar só depois. Isso é o futebol e assim são as emoções. Quando tudo acaba bem, é melhor.”

O duelo decisivo será no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia. É a primeira vez em seus 90 anos que o local receberá uma final da Liga dos Campeões. O gramado do Dínamo de Kiev já recebeu jogos da Olimpíada de Moscou, em 1980, na época ainda parte da União Soviética; e também da Eurocopa de 2012, sediada por Ucrânia e Polônia.

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