Divulgação
Divulgação

Liga dos EUA vive indecisão e jogadores podem ficar parados

Sindicato dos jogadores de futebol luta por aumento no teto salarial e competição pode sofrer um atraso em seu início

Renan Fernandes, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 18h14

A MLS, liga de futebol profissional dos Estados Unidos, para onde migrou muitos jogadores importantes, como Kaká, enfrenta sua primeira grande crise. No último dia 31 de janeiro expirou o Acordo de Negociação Coletiva (Collective Bargaining Agreement - CBA), que regula o teto salarial das equipes entre outras regras, e a temporada pode ter atraso em seu início, o chamado 'lockout'. Isso significa dizer que jogadores David Villa, Robbie Keane e Donovan ficariam inativos, e até poderiam ser emprestados.

Esse processo é muito comum nas grandes ligas norte-americanas. Em 2013, a NHL (do hóquei) cancelou metade de sua temporada e também o Jogo das Estrelas até o sindicato dos atletas e os clubes chegarem a um acordo. Na NBA, o último lockout ocorreu em 2011. Com isso, a temporada regular teve apenas 66 jogos, contra as tradicionais 82 partidas. Várias estrelas foram atuar em outras competições como Deron Williams (Turquia), Kenyon Martin (China), Andrei Kirilenko (Rússia) e Tony Parker (França). O mesmo pode ocorrer agora no futebol.

Até o último acordo da MLS, cada equipe podia contratar três atletas acima do teto salarial, a chamada Lei Beckham. Essa permissão foi criada como um instrumento legal para que o Los Angeles Galaxy pudesse trazer o inglês em 2007. É com essa 'exceção' que o brasileiro Kaká receberá pelo Orlando City salários anuais de 5,6 milhões de euros, o equivalente a R$ 17,9 milhões, montante maior do que 13 equipes tinham nos cofres para montar seus elencos em 2014.

O objetivo dos jogadores em aumentar o limite de gastos com salários é evitar que as estrelas tenham que abrir mão de seus vencimentos para a montagem de um bom elenco. O meia Michael Bradley, do Toronto FC, revelou na última terça-feira que renegociou seu contrato para abrir espaço em folha para a contratação do atacante da seleção norte-americana Jozy Altidore.

A MLS está marcada para começar dia 6 de março. Duas badaladas equipes estreiam no torneio: New York City, tendo como grande astro o espanhol David Villa, e Orlando City, do brasileiro Kaká. Na próxima temporada, os ingleses Gerard e Lampard, e o italiano Sebastian Giovinco também vão atuar nos Estados Unidos.

Tudo o que sabemos sobre:
FutinterMLSKaká

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.