Gonzalo Fuentes/Reuters
Gonzalo Fuentes/Reuters

Liga espanhola defende que presidente do PSG seja impedido de ter cargo na Uefa

Principal crítica é em relação ao uso de dinheiro estatal do Catar para bancar investimentos no futebol

Redação, Estadão Conteúdo

31 de janeiro de 2019 | 12h59

O presidente de La Liga, responsável pela organização do Campeonato Espanhol, defendeu nesta quinta-feira que o Congresso da Uefa impeça Nasser Al-Khelaifi, o presidente do Paris Saint-Germain, de assumir uma vaga no comitê executivo da entidade gestora do futebol europeu.

Javier Tebas, que há algum tempo critica o uso de dinheiro estatal do Catar para bancar os investimentos do PSG, afirmou à agência de notícias The Associated Press que Al-Khelaifi está em conflito para compor o Comitê Executivo da Uefa por problemas de Fair Play Financeiro do clube francês e por ter uma emissora de TV que adquire direitos de transmissão de jogos na Europa.

A Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês) disse na quarta-feira que seu conselho "elegeu" Al-Khelaifi como um dos seus dois delegados no Comitê Executivo da Uefa, ainda que sem revelar qualquer detalhe da votação realizada em Lisboa. A entidade de clubes já é representada na Uefa por Andrea Agnelli, presidente da Juventus.

Os 55 países-membros da Uefa ainda precisam ratificar a nomeação da Al-Khelaifi, no seu congresso marcado para a próxima semana em Roma. "Sua nomeação deve ser rejeitada, pois viola todas as regras razoáveis de governança, não só por causa da questão do Fair Play Financeiro, mas também porque ele é presidente da beIN Sports, um dos principais compradores de direitos de transmissão da Uefa", disse Tebas, em um comunicado enviado à Associated Press.

Comandando o Campeonato Espanhol, Tebas tem um grande interesse em reduzir o crescimento do PSG, especialmente depois que o clube da capital francesa pagou em 2017 um valor recorde de 222 milhões de euros (cerca de R$ 930 milhões, na cotação atual) para tirar Neymar do Barcelona.

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