Liga Espanhola está pronta para greve por direitos de televisão

'Nós teríamos de fazer outra assembleia, mas estamos prontos se o governo não se manifestar', diz Joan Collet, presidente do Espanyol

Iain Rogers, REUTERS

11 de fevereiro de 2015 | 12h43

Clubes da primeira divisão estão prontos para encerrar a Liga Espanhola se o governo não aprovar uma lei obrigando a negociação coletiva dos direitos de televisão em breve, disse Joan Collet, presidente do Espanyol, nesta quarta-feira.

"Nós estamos prontos para parar o campeonato se isso (a lei) não sair em uma, duas, ou três semanas", disse Collet a uma rádio espanhola. "Eu já conversei com clubes como o Valencia. Nós teríamos que fazer outra assembleia, mas estamos prontos se o governo não se manifestar", disse Collet.

A Liga Espanhola, na qual os direitos de transmissão são mantidos pela empresa sediada em Barcelona, Mediapro, é a única das grandes ligas europeias em que os clubes negociam seus próprios contratos de televisão.

Os comentários de Collet vieram um dia após a Liga Inglesa aceitar um novo acordo coletivo de direitos de televisão com a Sky e BT Sport de 2016 até 2019 de cerca de R$ 21 bilhões.

Real Madrid, o clube mais rico do mundo por renda, e Barcelona, o quarto mais rico, juntos levam cerca de metade dos 735 milhões de dólares da renda anual de televisão da liga, uma das razões que geralmente terminam bem na frente dos rivais espanhóis.

De acordo com Esteve Calzada, diretor de uma empresa de consultoria de Barcelona, a média na Inglaterra entre o clube que faz mais dinheiro na TV e o que faz menos é de 1,5 para 1, enquanto na Espanha é 10 para 1.

O time que ganha menos no novo acordo da Liga Inglesa vai receber 143 milhões de euros por temporada, enquanto na Espanha ganham 15 milhões de euros, comparados com os 148 milhões de euros para o Real e Barça, disse Calzada na terça-feira.

"Os contratos de TV vigentes estão quase terminando e porque a lei não pode ser aprovada não podemos negociar novos", disse o presidente do Espanyol.Collet culpou interferência política pelo atraso na lei e disse que enquanto o Barça pareceu pronto para aceitar uma mudança, o Real pareceu não estar.

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