Liga inglesa critica cotas de jogadores propostas pela Fifa

Richard Scudamore acusa medida que impõe um mínimo de jogadores locais como 'quase racista'

14 de janeiro de 2008 | 18h04

O diretor-executivo do Campeonato Inglês, Richard Scudamore, se disse contra a pretensão da Fifa de impor um mínimo de jogadores locais nas Ligas profissionais de seus respectivos países, afirmando que a medida fracassará.  Scudamore mandou um recado ao suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa, e à sua intenção de interferir em leis sobre nacionalidade. "Pode resultar num debate patriótico, nacionalista e quase racista sobre quem pode e quem não pode jogar no país", afirmou.  "Se a lei do lugar diz que o jogador cumpre os requisitos do país está tudo certo, não importa a opinião do senhor Blatter", completou Scudamore.  Há uma semana, o presidente da Fifa acusou a organização do Campeonato Inglês de obstruir as perspectivas da seleção nacional em seu próprio benefício. Os jovens ingleses estariam sendo vendo prejudicados pelas poucas oportunidades nos clubes do país, mais interessados em trazer nomes de fora.  Para Scudamor, limitar o número de jogadores estrangeiros vai contra a lei européia no âmbito trabalhista - diante disso, Blatter espera que a família do futebol adote a cota de forma voluntária.  A resposta da Liga inglesa foi contundente: além de negar apoio a Blatter, a organização se defendeu das críticas que mostravam que a competição era incompatível com as perspectivas da seleção nacional. "Nossa responsabilidade é oferecer o melhor espetáculo possível, com os melhores talentos em campo e nos melhores estádios", afirmou Scudamore, que acha a idéia de Blatter "artificial" e "protecionista". "Achamos que nossa liga tem os melhores jogadores do mundo e os ingleses se beneficiam em competir neste ambiente. Ninguém está mais decepcionado que eu por termos ficado de fora da Eurocopa deste ano", concluiu.

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