Liga rejeita acordo e início do Italiano deve ser adiado

A liga de clubes que comanda a primeira divisão do futebol italiano rechaçou, nesta quinta-feira, um acordo de última hora proposto pela Federação Italiana de Futebol para evitar que os jogadores decretem uma greve antes do início do Campeonato Italiano, previsto para sábado. Assim, os jogos devem ser adiados.

AE-AP, Agência Estado

25 de agosto de 2011 | 13h14

A proposta da federação visava encerrar um dos pontos mais polêmicos na discussão entre sindicato dos atletas e clubes: a taxa dos rendimentos dos jogadores. Buscando solucionar o impasse, o presidente da federação, Giancarlo Abate, ofereceu 20 milhões de euros aos times para cobrir esses gastos. Ainda assim, a liga rejeitou a nova proposta.

O impasse no futebol italiano está em torno da renovação do acordo coletivo de trabalho. Os atletas chegaram a ameaçar duas greves na primeira metade da temporada passada, quando se encerrou o último contrato, mas os clubes evitaram a paralisação com acordos verbais. Agora, os jogadores garantiram que não iniciariam o campeonato sem que novo acerto fosse firmado.

Dois pontos polêmicos no contrato proposto pelo sindicato, no entanto, entravam as negociações. Um deles é justamente sobre a taxa dos rendimentos dos jogadores, que a federação italiana tentou resolver nesta quinta. E o outro é o desejo dos atletas de impedir que os times forcem a saída de seus jogadores em último ano de contrato, além de colocar para treinar separadamente aqueles que não são mais desejados.

Apesar da tentativa da federação, a liga manteve sua posição: não aceitará firmar o novo contrato até que os atletas aceitem pagar a taxa e deem plena liberdade para técnico e dirigentes decidirem o que é melhor para o clube. "Não há margem para negociação", afirmou o presidente da liga de clubes, Maurizio Beretta.

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