Liga Rio-SP nasce com aval de Pelé

Dezesseis equipes, alguma polêmica, beneficiários, promessa de lucros e a "benção" de Pelé. Essa é a fórmula da Liga Rio-São Paulo, anunciada nesta quinta-feira por dirigentes dos principais clubes paulistas e cariocas. A competição substituirá, sob novas bases e maior número de participantes, o Torneio Rio-São Paulo, que este ano reuniu oito clubes. Segundo o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Eduardo José Farah, após a regulamentação da documentação, a Liga, que funcionará como entidade privada, deverá realizar sua primeira assembléia, na qual será eleita a direção. O passo seguinte será a definição do calendário, a ser divulgado dia 25, e dos acordos de transmissão. "Este ano a TV pagou R$ 21 milhões pelo Torneio Rio-São Paulo. A Liga deve atingir R$ 80 milhões", avalia Farah. Segundo o dirigente, a primeira edição da Liga será realizada entre janeiro e maio com 16 clubes, que não disputarão os Estaduais - nove paulistas (São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Guarani, Ponte Preta, Etti Jundiaí e Botafogo-SP) e sete cariocas (Vasco, Botafogo-RJ, Flamengo, Fluminense, América-RJ e mais dois clubes ainda não definidos). Em 2003 haverá acesso dos campeões Paulista e Carioca de 2002 e o rebaixamento do pior time de São Paulo e Rio na Liga. Alguns pontos sobre a entidade geram polêmica. "O Vasco só participa se a direção for amadora", diz o presidente da equipe, Eurico Miranda, contrariando a idéia do presidente do Flamengo, Edmundo dos Santos Silva, de uma administração profissional. Entre os clubes, o principal beneficiário da iniciativa foi o Guarani. Rebaixado no Campeonato Paulista deste ano, o time não vai disputar a Segunda Divisão da competição em 2002 para participar da Liga.

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