Lima chega e o meia Edno está a caminho do Santos

Jogadores são os dois reforços que a diretoria santista conseguiu trazer para o técnico Emerson Leão

SANCHES FILHO, Especial para O Estado de S. Paulo

25 de abril de 2008 | 17h31

O atacante Lima já treina no Santos e tem grande chance de ser escalado para enfrentar o Cúcuta Deportivo, quinta-feira à noite, na Vila Belmiro, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América. E o segundo reforço está acertado. É o meia Edno (25 anos de idade), que ainda vai jogar duas vezes pelo Noroeste, de Bauru - neste sábado e no dia 3 de maio -, na decisão da Copa do Interior. Os dois e mais o zagueiro Marcelo vão ser inscritos, até terça-feira à noite, para a competição sul-americana, substituindo Adailton (operou o joelho e só volta a jogar no fim do ano), Sebastián Pinto (deixou o clube) e Alemão ou Denis."Lima não vinha se exercitando, está com dois quilos acima do peso e vai trabalhar em tempo integral até quarta-feira para tirar o excesso o mais rápido possível", disse Leão, ontem cedo, enquanto o atacante corria em volta dos campos do Centro de Treinamento Rei Pelé. "Ele disse que estava mantendo a forma correndo no Parque do Ibirapuera [na cidade de São Paulo], mas isso não é treino, até porque lá tem muito carrinho de cachorro-quente", brincou o técnico.O Santos não gastou nada com as contratações de Lima e Edno. O atacante é do Astral EC, da segunda divisão do Paraná, clube do filho do apresentador de TV Ratinho. Se der certo no time santista, poderá até se transferir para a Europa e as três partes vão lucrar. A maior parte dos direitos federativos de Edno (60%) pertence ao Atlético-PR e o restante ao empresário Fernando Garcia. É outro que poderá se projetar e sair para o exterior no futuro. As negociações por pouco não fracassaram porque o clube paranaense queria uma troca por empréstimo pelo lateral-esquerdo Carlinhos, que só aceita sair em definitivo. Agora, o Atlético-PR vai escolher outro jogador da lista dos disponíveis da Vila Belmiro.Sobre o adversário santista nas oitavas-de-final da Libertadores, Leão lembrou que foi o Cúcuta que classificou o seu time. "Dos seis pontos que disputamos contra eles, ganhamos quatro e poderiam ter sido seis se o juiz não anulasse o gol legítimo de Kleber Pereira no jogo da Colômbia."O treinador acredita que a partida da quinta-feira será diferente das duas anteriores. "Na primeira foi uma estréia e houve respeito mútuo e no segundo o Cúcuta se preocupou apenas em se defender porque estava classificado e com o primeiro lugar garantido. Agora temos que apagar tudo. Mas, com certeza, eles vão continuar se defendendo e o Santos atacando", prevê Leão, que considera mais difícil enfrentar os colombianos na Vila do que na casa deles.No segundo coletivo da semana, ontem cedo, Leão manteve Betão improvisado na lateral-direita, Fabão e Marcelo - Domingos cumprirá suspensão - na zaga e ficou satisfeito com a melhora do time em relação ao treino da quinta-feira. "Betão foi lateral mesmo e Kleber ala e um dos três gols dos titulares (venceram por 3 a 1) saiu num cruzamento dele do fundo para Tripodi", elogiou a nova postura do lateral-esquerdo. Ele insistiu no ensaio de cobranças de faltas e de escanteios por acreditar que o jogo poderá ser decidido numa bola levantada para a área para o aproveitamento de Marcelo e Fabão.

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