Liminar favorece Samir Abdul-Hak

O juiz Ramon Mateo Júnior concedeu hoje liminar suspendendo o processo administrativo contra o ex-presidente Samir Abdul-Hak, que teve seus direitos estatutários suspensos, até o julgamento da causa. Abdul-Hak foi afastado pela Mesa do Conselho Deliberativo, que analisa as contas de sua diretoria. Para o juiz, faltou possibilidade de defesa do acusado, não havia motivos para a suspensão de seus direitos sociais, pois "a sanção, no Estado Democrático de Direito, não decorre de puro arbítrio, como outrora, mas de efetiva apuração dos fatos com a observância da ampla defesa".Considerou ainda que "punir sumariamente com base em fatos que ainda carecem de prova, é ferir a nossa Carta Magna".Samir Abdul-Hak lamentou o fato de ter que procurar seus direitos na Justiça. "Não tive oportunidade de me defender e fui forçado a buscar o apoio na Justiça". Com a decisão, ele terá de ser reintegrado ao quadro social e poderá sair tranqüilo às ruas: "O linchamento moral é a pior punição que pode ser imposta a alguém", lamentou. Ele estuda uma nova ação para quando o processo estiver concluído, exigindo indenização pelos danos que teve com a decisão da Mesa do Conselho. Como a liminar não é decisão, Abdul-Hak admite que o Conselho possa tentar cassá-la. "Mas não acredito que façam isso, pois a quem interessa que eu não tenha possibilidade de me defender?".

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