Liminar garante o Gama na Copa do Brasil

O diretor técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Virgílio Elísio, confirmou hoje a realização da partida entre Gama e Botafogo, pela segunda fase da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, às 20h30, em Brasília. O confronto estava ameaçado de não ser realizado porque o Paranavaí entrou na Justiça com o objetivo de eliminar e ficar com a vaga da equipe brasiliense na disputa. A confusão começou quando o Paranavaí acusou o Gama, seu adversário na primeira fase da Copa do Brasil, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) de haver escalado um atleta, Alan, com documentação irregular. Durante o julgamento em primeira instância, o time do Paraná saiu vitorioso, conseguindo a eliminação do time de Brasília. Mas, no julgamento do recurso, em última instância, o STJD reconsiderou sua decisão e manteve o Gama na competição. Quando tudo parecia resolvido, o Procon do Paraná entrou com uma Ação Cível Pública e obteve na Justiça Comum uma liminar obrigando que a primeira sentença do tribunal desportivo fosse cumprida. "Para não desrespeitar a Justiça, eu iria cancelar o jogo hoje à tarde", afirmou o diretor técnico da CBF. "Mas, resolvi esperar que algo acontecesse e tudo terminou bem, sem a necessidade do adiamento." O que ocorreu para que o confronto não fosse cancelado foi uma liminar obtida hoje pelo Gama, na Justiça Comum do Rio, impedindo o adiamento do jogo. Desta maneira, a CBF foi obrigada a cumprir a nova decisão. "O Gama conseguiu uma liminar que nos obriga acatar a última decisão do STJD", contou o diretor técnico da CBF. Como ela foi conseguida em um tribunal do Rio, onde está a sede da nossa entidade, não tenho como não acatá-la", disse o diretor técnico. Ele ainda considerou que não acredita que a equipe paranaense consiga reverter a situação. "Na verdade, já até esperava que o Gama fosse fazer isso. E acho que o Paranavaí não terá como recorrer mais." O diretor técnico da CBF afirmou não acreditar que o Paranavaí possa ser alvo de processo pelo STJD, sob a alegação de que usou o Procon como um "laranja" para se beneficiar da decisão. "Enviei um ofício para o clube e seu presidente me informou que não está de acordo com a atitude do órgão de defesa do consumidor. E essa afirmação deverá livrá-lo de processo na Justiça Desportiva."

Agencia Estado,

23 de março de 2004 | 18h38

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