Lippi elogia dedicação e garra dos jogadores da Itália

Após a vitória da Itália sobre a Austrália, por 1 a 0, nesta segunda-feira, em Kaiserslautern, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo, o técnico Marcello Lippi elogiou a garra de seus jogadores e disse que sempre acreditou na classificação. Jogando com um homem a menos desde o começo do segundo tempo, quando Marco Materazzi foi expulso, a seleção italiana ficou acuada e marcou o seu gol já nos descontos, na cobrança de um pênalti bastante contestado. "Foi um trabalho incrível, estou realmente satisfeito. Os jogadores mostraram ter muito coração, muito caráter e grande qualidade. No segundo tempo, ficamos com dez homens e sofremos. Mas no final, Grosso fez uma jogada soberba, invadiu a área e foi derrubado. O pênalti foi claríssimo", disse o treinador."Não tive medo de ser desclassificado, de ir para a prorrogação e pênaltis. Havíamos perdido quatro ou cinco chances de gol e quando ficamos com dez jogadores, estávamos organizados", continuou. "Mas achei que a expulsão do Materazzi foi exagerada."O treinador também explicou porque não escalou Francesco Totti, autor do gol da vitória, desde o começo da partida. O meia entrou quando faltavam apenas 15 minutos para o final do jogo, no lugar de Alessandro del Piero."Chega um momento que temos que administrar as nossas forças. Totti estava muito cansado na última partida. A idéia era colocá-lo quando o jogo já estivesse mais lento. Achei que a Austrália imporia um ritmo mais forte no começo e que diminuiria no final. Mas espero que este gol dê mais força a Francesco", disse Lippi.Já o autor do gol que deu a vitória à Itália, dedicou o resultado aos seus críticos. "Agora quero ver o que dirão os críticos que me acham mascarado. Garanto que eles estão festejando a vitória", disse o jogador da Roma. "A chave para o resultado foi que tivemos cabeça quando ficamos com um a menos. Nós sofremos por muito tempo, mas no final tivemos garra para vencer, por que a Austrália estava mais forte", disse Totti.Eleito o melhor em campo pela Fifa, o goleiro italiano Buffon não achou que esta tenha sido a sua melhor atuação na Copa. ?Fui mais exigido contra a República Checa. Hoje (segunda) fiz duas defesas e cortei um cruzamento perigoso no chão.? Ao contrário do técnico Marcelo Lippi, o goleiro admitiu que a idéia da desclassificação chegou a passar por sua cabeça depois que Materazzi foi expulso e a Austrália tomou conta da partida. ?Não tem como não pensar. Veio na minha cabeça o filme da tragédia de 2002 contra a Coréia e pensei: ?Não, de novo não.? Mas felizmente desta vez o final foi diferente.? Buffon disse que tinha certeza de que não levaria gol, mas tinha medo de a decisão chegar aos pênaltis. ?Poucas vezes na minha carreira tive esta sensação de que não deixaria passar nada. Mas nos pênaltis seria outra história, aí não dava para garantir nada.?

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