Lisboetas encaram derrota para Alemanha com naturalidade

Resignados, mas satisfeitos, os portugueses encararam com naturalidade a derrota para a Alemanha, neste sábado, em Stuttgart, e a conseqüente perda da chance de igualar na Copa do Mundo que termina hoje o terceiro lugar alcançado em 1996. O tropeço diante da França na semifinal fez cair quase totalmente o entusiasmo dos torcedores. Neste sábado, o número de pessoas reunidas no Parque das Nações, tradicional ponto de encontro em Lisboa em dias de jogos, era bem menor do que na partida contra os franceses. O revés diante da Alemanha não abalou os torcedores. Não houve desespero nos momentos dos gols rivais, nem críticas contra a arbitragem. ?É triste perder, mas não podemos deixar de lado a boa campanha de Portugal na Copa", disse o funcionário público Ricardo Ferreira. ?Temos de estar felizes por Portugal chegar aonde chegou. Estamos entre os quatro melhores do mundo", complementou Inês Medeiros. Reclamação, desta vez (e uma ou outra) só contra o técnico Luiz Felipe Scolari, por ter dado poucas chances ao atacante Nuno Gomes durante o Mundial. Durante o dia, nas ruas centrais de Lisboa, nem parecia que Portugal disputaria o terceiro lugar. Em alguns prédios, era possível observar bandeiras do país. Mas, nas ruas, os número de pessoas vestindo a camisa da seleção foi pequeno. Entusiasmado mesmo, só um torcedor que, dirigindo um minijipe cheio de bandeiras de Portugal - uma delas enorme - fazia um solitário buzinaço pela região do Chiado. Volta dos heróis Os jogadores de Portugal retornam neste domingo a Lisboa. Chegam no início da tarde e, do aeroporto, seguem em carreata para o Estádio Nacional. As TVs locais estão fazendo campanha para que os torcedores aplaudam seus ídolos no estádio, que terá os portões abertos às 11 horas. Enquanto esperam os jogadores, a torcida será distraída com apresentação de artistas portugueses. Figo irá discursar, agradecendo o apoio do público. Felipão também deve falar.

Agencia Estado,

08 Julho 2006 | 19h08

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