Liverpool passeia; São Paulo no campo

Djibril Cissé, atacante do Livepool, não tem dúvida: ?O São Paulo é muito fraco. Nós vamos ganhar de 5 a 0?, disse a um torcedor brasileiro, neste sábado. Na tarde anterior à decisão, o Liverpool foi às compras. Cissé estava acompanhado de Sinama Pongolle, também francês e pelo australiano Harry Kewell, na loja da Adidas, no shopping East Quartier, ao lado da estação Sakuragicho do Metrô, em Yokohama.?O Cissé é muito simpático. Ele comprou mais de 50 itens da loja e gastou 300 mil ienes (R$ 6 mil reais) com nossos produtos?, disse Yosimuri Wada, que atendeu o francês. A simpatia de Cissé e companheiros se esgotou no trato com os vendedores da loja. Eles pediram que os 20 fãs, que se colocavam fora da loja fossem impedidos de entrar e de tirar fotos. Na saída, após uma hora, deram um ou outro autógrafo, sem demonstrar nenhum prazer. Muito diferente da postura que jogadores brasileiros adotam em relação com os torcedores.Enquanto o Liverpool passeava, o São Paulo não saía da concentração, até as 17h45, quando se dirigiu ao Estádio Internacional de Yokohama, para o reconhecimento do gramado, que durou das sete às oito da noite.Para Lugano, o fato de os jogadores do time inglês usarem a tarde anterior ao jogo para fazer compras não significa um desprezo ao Mundial. ?O Diego Forlán jogou no Manchester e me disse que nunca participou de concentração. Saía de casa e ia jogar. Não sei se isso atrapalha o Liverpool. Tomara que sim?, disse o uruguaio.Lugano impressionou-se muito com o toque de bola do Liverpool na partida contra o Saprissa. ?Eles não erraram um passe durante o jogo. Os companheiros acham que a marcação era fraca, mas. Mesmo sem ninguém em campo é difícil ficar o tempo todo sem errar um passe.? Aloísio não participou do treinamento. Estava gripado ? faz muito frio em Yokohama ? mas está escalado para o jogo. ?Não tem nada de errado com o Aloísio. Vai jogar?, disse Paulo Autuori. Ainda neste sábado, havia boatos de que Joseph Blatter, presidente da Fifa, havia dado ordem para que o estádio estivesse cheio neste domingo à noite (horário local), de qualquer forma. A idéia seria distribuir ingressos entre estudantes.O público no Mundial está decepcionando a Fifa. Os estádios nunca recebem mais do que a metade de sua capacidade. Os jornais dão pouquíssimo destaque e começam a aparecer idéias para que o Mundial caia no gosto do público. Fala-se em garantir uma vaga para o país-sede. Ou, até mesmo em o evento se realizar de dois em dois anos. A Fifa, que gastou US$ 15 milhões apenas com a premiação aos seis participantes, não gosta de prejuízo em suas competições.

Agencia Estado,

17 de dezembro de 2005 | 11h09

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