Gabriel Bouys/AFP
Gabriel Bouys/AFP

Lloris elogia Croácia e pede 'força mental' à França para vencer a final

Goleiro e capitão pede que franceses estudem adversários e tenham compromisso dentro de campo

Glauco de Pierri, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2018 | 12h06

O goleiro e capitão da França, Hugo Lloris, afirmou neste sábado que para sua seleção sair de campo com o título da Copa do Mundo na decisão contra a Croácia, neste domingo, em Moscou, precisará ter muita "força mental". "Será extremamente importante saber lidar com isso nesta decisão", afirmou o jogador.

+ Técnico da Croácia minimiza problemas físicos e garante time preparado para a final

+ Após êxito na Copa, Rússia já pensa em sediar os Jogos Olímpicos

+ Rússia garante que não vai repetir os problemas do Brasil com 'elefantes brancos'

Lloris disse que a força mental precisará ser usada durante toda a partida e ainda elogiou o goleiro da seleção rival. "Teremos de estar concentrados nos 90 minutos, em 120 minutos, e se for para os pênaltis, sabemos que o Subasic já foi protagonista nesta Copa. Temos que estudar os oponentes, mas antes disso haverá uma luta, teremos que dar muita energia. A força mental é extremamente importante nessa fase do torneio. Teremos de lembrar todo o trabalho que tivemos. É hora de nos impor e começar a partida com muito compromisso, desde o primeiro minuto", afirmou o goleiro.

Ainda sobre a Croácia, Lloris rasgou elogios para a seleção. "Jogaremos contra um adversário de muita qualidade, que demonstrou qualidades físicas e mentais incríveis. Eles mostraram valores ao longo do torneio, passaram três vezes seguidas por prorrogações. Então, há algo de muito especial nessa equipe. Além do talento individual, eles têm uma força coletiva incrível. Temos muito respeito por eles."

O atleta ainda explicou o poder defensivo da França, que até agora só levou quatro gols em seis partidas da Copa do Mundo. Aí, os elogios foram para o treinador. "Acho que é responsabilidade do técnico, ele merece os créditos desde o início. Seus planos de jogo foram se adaptando sem a necessidade de mudar jogadores. Nós tentamos achar soluções juntos e o talento dos jogadores em campo se expressou naturalmente. Eles são abnegados e o futebol de hoje, em alto nível, exige isso."

 

Mas o goleiro foi muito questionado também sobre a final da Eurocopa de 2016, quando a França perdeu para Portugal a decisão disputada em Paris. "A maioria desses jogadores que estão aqui não estava presente na Euro, mas para os que estavam, claro, foi difícil digerir. Há dois anos, eu não sabia se teríamos outra oportunidade, mas estamos na final da Copa do Mundo e uma série de coisas mudam. Principalmente na preparação antes do jogo."

França e Croácia se enfrentam neste domingo, às 12h, horário de Brasília, no Estádio Luzhniki, em Moscou. Os franceses buscam o bicampeonato e os croatas estão atrás do seu primeiro título.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.