Locais das finais é primeiro capítulo entre Palmeiras e Ponte

Times se reúnem na FPF nesta terça pela manhã para definir os estádios, mas São Paulo ameaça pedir punição

Redação

21 de abril de 2008 | 19h48

A Federação Paulista de Futebol (FPF) define nesta terça-feira pela manhã, em reunião a partir das 11h30 na sede na capital paulista, os locais das duas partidas das finais do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Ponte Preta, nos próximos dois domingos, às 16 horas. Antes disso, porém, a entidade terá de resolver a última confusão envolvendo o clássico do Palestra Itália, já que o São Paulo ameaça pedir a anulação do jogo.Veja também: Dirigentes da Ponte Preta têm certeza da final no Majestoso Luxemburgo prega respeito na final contra a Ponte Vote: qual time vai ser o campeão de 2008?Por causa disso são duas as preocupações da FPF. A primeira envolve a manutenção de uma postura do presidente Marco Polo Del Nero e a entidade, por causa do fato do Palmeiras mandar seu segundo jogo da semifinal em seu estádio. É que a Ponte, como mandante, sonha em poder jogar no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, que tem capacidade oficial de 19.678 lugares. O problema esbarra em segurança. Além disso, há o fato de que a capacidade é considerada pequena para a importância de uma final de campeonato. E, com isso, o Palmeiras poderia mandar o jogo decisivo em seu estádio, no Parque Antártica, que também tem capacidade oficial para 29.173 lugares, de acordo com o site da FPF. Estes itens, associado à segurança dos torcedores, serão fundamentais na avaliação da entidade. Os presidentes dos dois clubes são aguardados na reunião.O Palmeiras vai dizer ainda que não aceita fazer os dois jogos da decisão contra a Ponte no Morumbi. "Depois do que aconteceu no domingo (na vitória palmeirense sobre o São Paulo, no Palestra Itália), não temos clima para jogar lá", disse o vice-presidente do clube, Gilberto Cipullo.Há o temor de represálias do São Paulo, por conta dos incidentes no Palestra Itália durante o clássico do último domingo. "Não é um estádio seguro para a gente. Nunca foi. Desde a época da Parmalat sofro sempre que vou lá. Já tive dificuldade até para conseguir sair com meus familiares", contou Cipullo, ao falar sobre o Morumbi.PUNIÇÃOA outra preocupação é quanto ao pedido do São Paulo para que o caso do gás no vestiário, além do apagão dos refletores no fim do segundo tempo do clássico de domingo, seja avaliado pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), com uma possível punição, que no caso seria a interdição do estádio alviverde. O caso pode entrar na pauta da entidade."Pode ser instalado procedimento para verificar o que aconteceu, aí se pode pedir uma punição. Diante do que for constatado, pode ser que se tome uma atitude", diz o procurador do TJD, Antônio Carlos Meccia. Para se defender, o time tricolor pretende enviar imagens que mostram o que os jogadores não tiveram condições de ficar no vestiário. Esta punição, porém, corre grande risco de só acontecer após o término do Paulistão.Por outro lado, o time alviverde, para se defender, chamou a polícia para fazer uma perícia em seu estádio. A súmula do clássico entregue pelo árbitro Wilson Luiz Seneme após o jogo relata o problema, o que pode forçar a abertura do inquérito no tribunal. Isto tudo é só o começo das disputas. (com Agência Estado)

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