Marcos de Paula / Agência Estado
Marcos de Paula / Agência Estado

'Loco' Abreu irá jogar em time da segunda divisão uruguaia

Atacante diz ter vontade de ser recordista no número de clubes na carreira, ao lado do alemão Pfannenstiel

O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2017 | 12h27

Loco Abreu passou os últimos quatro meses jogando pelo Bangu, que não se classificou para as fases decisivas da Taça Rio e do Campeonato Carioca. Com o término do contrato, o próximo time do centroavante já está definido: será o Central Español, da segunda divisão uruguaia, para o qual jogará de graça.

E não vai parar por aí. Em entrevista ao jornal espanhol El Pais, Abreu confirmou que irá jogar por quatro meses pelo pequeno time de Montevidéu, e, em seguida, procurará outro time para atuar a partir de agosto, e outro em janeiro de 2018. Assim, terá alcançado a marca de 27 clubes na carreira, igualando o recorde do goleiro alemão Pfannenstiel. Mas há outra marca do arqueiro que 'El Loco' não deseja alcançar: jogar em todos os continentes da Fifa.

"Perco cerca de trinta por cento do meu futebol quando não conheço a língua de um país. Sei escolher os lugares onde jogar e os idiomas", declarou o atacante, que disse ser esse um dos fatores que o ajudam a se manter em boas condições para jogar. Outros seriam a melhora nos métodos de treinamento e de nutrição, com treinos físicos e táticos interligados e uma alimentação mais adequada, que o ajuda a manter o peso apenas três kg acima do que tinha no início da carreira, além do seu biotipo.

Na entrevista, Loco Abreu também relembrou sua passagem pelo Deportivo La Coruña: "Alguns dizem que pagaram milhões de euros por um gol que perdi. A minha imagem na Espanha não era a real", referindo-se a um episódio quando jogava pelo San Lorenzo e  perdeu uma chance claríssima, antes de fechar com o time espanhol, onde passou seis anos sendo emprestado para clubes da América do Sul e México.

Ele também reviveu momentos marcantes, como a passagem pelo futebol mexicano, com grandes duelos táticos entre os treinadores, a ida ao Botafogo em 2010, onde se tornou ídolo, e, claro, a cavadinha nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010. "Fui andando muito devagar até a marca do pênalti, emitindo um pulso para o goleiro, Kingson. Tudo é psicológico. Quanto mais você demora, mais a análise é complexa, entrecortada. Era muita responsabilidade, mas saiu."

Após sair do clube carioca, passou pelo Figueirense, e jogou na Argentina, no Paraguai, no Equador e em El Salvador, antes de retornar ao futebol brasileiro. Atuou pelo Bangu, marcando três gols em dez jogos, e agora vai em busca do recorde. "Mas não se trata somente disso [o recorde] mas também de desfrutar", ressaltando que ainda pode e gosta de jogar futebol profissionalmente.

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