Lopes nega interferência da CBF

O coordenador-técnico da seleção brasileira, Antonio Lopes, deixou claro hoje que a direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não acenou com nenhuma interferência no trabalho do treinador Emerson Leão, mesmo depois do empate com o Peru, no meio de semana, o que deixou o Brasil em situação delicada nas eliminatórias para o Mundial de 2002. De acordo com Lopes, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não conversou sobre a possibilidade de mudanças na comissão técnica ou na estrutura de trabalho de Leão, no encontro mantido pelos três no vestiário do Morumbi, após a partida."Pelo menos, até o presente momento, não tenho conhecimento de nenhuma intenção da diretoria da CBF em promover mudanças", afirmou Lopes. Em seguida, ele assegurou que Leão será o técnico do Brasil até a próxima Copa do Mundo. O coordenador fez coro às declarações dadas por Teixeira à Agência Estado, em que afirmou que "detestou" a atuação da seleção. "Realmente nenhum de nós gostou, é inegável que há um clima de insatisfação geral no País com a seleção brasileira."Lopes não quis se estender em comentários sobre o fato de alguns jogadores terem prestigiado a inauguração de uma boate de Vampeta, na noite de quarta-feira, após o jogo com o Peru - estiveram no local Romário e Edílson. Mas deixou escapar que a comissão técnica vai tratar do assunto em âmbito restrito. "Temos que manifestar nossa opinião sobre isso apenas com os jogadores e não ficar emitindo opinião publicamente."A informação de que orientara Leão a substituir Ricardinho por Mineiro durante a partida foi rechaçada por Lopes. Ele disse que escalação do time e alterações no decorrer dos jogos são atribuições exclusivas de Leão. O objetivo da comissão é reunir em 20 de maio o grupo que vai disputar a Copa das Confederações (de 31 de maio a 10 de junho), no Japão e Coréia do Sul.Assim, a seleção teria, pela primeira vez desde que Leão assumiu seu comando, 20 dias consecutivos para treinos e jogos. Lopes também afirmou que vai ser mantida a idéia de privilegiar jogadores que atuam no Brasil nas próximas convocações.

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