Lopes pede maior proteção a técnicos

O diretor de Futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Antônio Lopes, defendeu hoje na CPI da CBF/Nike, a criação de um contrato padrão para técnicos de futebol com vigência de, "no mínimo, um ano e, no máximo, dois, podendo ser renovado se as partes assim o entenderem". Lopes lamentou que a falta de fiscalização de um órgão competente tem feito com que clubes como o Vasco da Gama, o Grêmio e o Sport Clube do Recife estejam em débito com ele e com o treinador da seleção brasileira, Emerson Leão, relativamente a rescisões contratuais, "e lamentavelmente o técnico não tem a quem recorrer". Os presidentes do Vasco da Gama, deputado Eurico Miranda (PPB-RJ), e do Sport Clube do Recife, deputado Luciano Bivar (PSL), não estão presentes à audiência pública, embora sejam integrantes da CPI. Já o ex-técnico da seleção Carlos Alberto Parreira sustentou que a CBF deve criar, urgentemente, a Escola Brasileira de Formação de Técnicos de Futebol. Segundo Parreira, essa escola formaria técnicos em três níveis: nível A, superior, com competência para dirigir a seleção e clubes da primeira divisão; um nível B-avançado, cujos técnicos seriam habilitados para dirigir clubes da segunda e terceira divisões, e nível C-básico, dando condições, segundo Parreira, para dirigir escolinhas infantil, juvenil e juniores. O presidente do Cruzeiro Esporte Clube, deputado Zezé Perrela (PFL-MG), desculpou-se pela ausência do treinador de seu clube, Luis Felipe Scolari (Felipão), afirmando que o clube teve de viajar para o Equador, mas que Scolari poderá comparecer a CPI em outra oportunidade.

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