Lopes perde as malas na Espanha

A fase não é das melhores para os responsáveis pela seleção brasileira. O coordenador técnico Antonio Lopes viajou parra a Espanha de cabeça quente, depois da derrota para o Equador, e ficou mais decpecionado ao desembarcar nesta sexta-feira à tarde no aeroporto de Alvedro, em La Coruña. Depois de 15 minutos de espera, percebeu que havia ficado sem a bagagem. As malas extraviaram-se no longo trajeto Quito-Bogotá-Madri-La Coruña. Por isso, sua primeira atividade, tão logo se instalou no hotel cinco estrelas que a CBF lhe reservou, em zona nobre da cidade, foi a de ir às compras, acompanhado do técnico Émerson Leão e com a assessoria de Luis Sanchez do Porto, dirigente do Deportivo que serviu de anfitrião para a dupla. Devidamente abastecido de algumas mudas de camisa, calças, meias e outros acessórios, Lopes pôde enfim começar a primeira etapa de observações e negociações no giro pela Europa. Leão e Lopes foram ao Hotel Atlântico, local de concentração do Deportivo, na área central de La Coruña e com vista para o porto. O grupo havia treinado pela manhã e no final da tarde estava reunido para o jogo deste sábado contra o Villarreal, pelo Campeonato Espanhol, no Estádio Riazór. O contato inicial foi com Javier Irureta. O treinador galego manifestou preocupação com a possibilidade de perder o volante Émerson e o meia Djalminha, em futuras convocações da seleção. Mauro Silva e César Sampaio ? operado nesta sexta-feira do tornozelo direito ? também têm pequena chance de ser lembrados. Leão tratou logo de acalmar seu colega espanhol e, com diplomacia, garantiu que não vai desfalcar o time na reta final da temporada de 2000/2001. ?Se viermos a chamar jogadores do Deportivo, será de forma equilibrada?, afirmou o treinador, dando a entender que pode convocar um por vez. ?Por isso, viemos conversar com técnicos e com dirigentes?, sustentou. ?O diálogo deve ser uma constante.? O Deportivo ainda disputa também a Copa dos Campeões e na quarta-feira joga com o Leeds, pelas quartas-de-final. Lopes e Leão aproveitam a estada em La Coruña para ver o jogo deste sábado e para conversar com os jogadores. O técnico pretende aproximar-se mais de Émerson, volante praticamente desconhecido no Brasil, mas que há muitos anos atua na Europa. Também deve expor seus métodos de trabalho para Djalminha, que gasta a bola na Espanha, mas tem péssimo relacionamento com a imprensa (não dá entrevistas e faz questão de afirmar que não gosta de jornalistas.) A dupla de comandantes da seleção tem programadas passagens por Barcelona, para encontro com Rivaldo, Madri, Roma, Milão, Paris. Em todas essas cidades, há clubes, treinadores, dirigentes e sobretudo craques brasileiros a serem contatados, ouvidos e analisados. Leão sabe que a fase de experiências está acabando e que as cobranças vão aumentar. Principalmente depois do 1 a 0 para o Equador, no meio da semana, pelas Eliminatórias.

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