Louis Van Gaal reclama mais uma vez e questiona arbitragem

Insatisfeito, o técnico continua criticando a Fifa, mesmo após ter ganhado todos os jogos durante o início da Copa do Mundo

Fabio Hecico e Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2014 | 19h49

O técnico Louis van Gaal não está curtindo a Copa do Mundo como deveria. E nem parece que a sua Holanda tem campanha perfeita e é dona de um futebol de causar temor em qualquer adversário, depois de ganhar do Chile por 2 a 0, nesta segunda-feira, em São Paulo. Ele anda irritado, com mania de perseguição e reclamando de tudo. Antes do duelo contra o México, neste sábado, em Fortaleza, pelas oitavas de final, ele resolveu colocar a arbitragem sob suspeita.

Garantindo que não se dirigia a nenhuma seleção, apesar de trocas de farpas com Felipão (reclamou de o rival jogar depois e poder escolher adversário), a bronca do holandês agora é com os pênaltis marcados equivocadamente - o Brasil teria sido favorecido diante da Croácia.

"Na realidade, estou apenas analisando os fatos. Sem falar de determinada seleção. No jogo, fico abaixo do campo e consigo ver se foi um pênalti. Fizeram um no Robben (não disse em qual jogo) e não anotaram. Dão amarelo em lance que não foi", protestou Van Gaal, na entrevista coletiva após o jogo no Itaquerão.

Depois, vestiu a máscara e, como na véspera do jogo, voltou a cutucar a Fifa. "Fomos ensinados sobre as regras, como avaliar as coisas. Se a mão não vai na bola, se não se toca no jogador. Mas estão marcando pênaltis contra nós, que poderiam custar uma eliminação", comentou. "Os árbitros também devem ser avaliados. A Fifa devia olhar se cometeram erros. Se erraram, que sejam rebaixados. É isso que faço com meus jogadores. Se não vão bem, escolho outro. Já erraram duas vezes contra a Holanda. Tomara que não se repita".

A rispidez nas respostas e a mudança de humor estão visíveis em Van Gaal desde um treino fechado que realizou no estádio do Pacaembu, em São Paulo, no qual acabou vendo gente em portões e "espionando" a sua equipe. Revoltado com a Fifa, ele levou o zagueiro Martins Indi, que não jogaria, para uma entrevista.

Nesta segunda, Van Gaal bateu boca com jornalista ao ser indagado sobre o motivo de sua equipe ter jogado tão defensivamente. "Vocês podem perguntar, eu também. O que você entende como futebol ofensivo?", questionou. "Armo minhas equipes com a característica de seus jogadores. Não podia usar 4-3-3 e colocar Lens e Robben para correr atrás de Isla e Mena", explicou.

Ele usou a campanha do título holandês de 2008 com o AZ Alkmaar como escudo. "Futebol é desenvolver estratégia para se vencer. Gosto de fazer um gol a mais que os adversários e fui campeão com o AZ assim", falou. De quebra, foi irônico ao dizer que a entrada dos autores dos gols foi "sorte". Por fim, abraçou o mérito das três vitórias. "Não é novidade, costumo ganhar muitos jogos".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.