Löw rechaça favoritismo após vitória sobre ingleses

Depois da goleada imposta por seu time contra a seleção da Inglaterra, o treinador alemão, Joachim Löw, rechaçou qualquer tentativa, tanto dos adversários como da mídia, de assinalar que sua equipe figura entre as favoritas ao título da Copa do Mundo da África do Sul.

AE/AP, Agência Estado

27 de junho de 2010 | 15h33

"Não estamos entre os favoritos. Temos que desfrutar desta grande vitória sobre os ingleses, mas vamos voltar ao trabalho porque o próximo adversário [nas quartas de final], seja México ou Argentina, será mais difícil do que foi a Inglaterra", analisou o comandante do time alemão.

Sobre o desempenho dos atletas da seleção da Alemanha, Löw não poupou elogios. "Foi uma atuação grandiosa. Jogamos muito bem taticamente, demonstramos agressividade no campo de jogo, como era esperado, muito mais do que tivemos contra a seleção de Gana", avaliou.

O comandante da Alemanha destacou ainda que por ser uma equipe jovem, a seleção demonstrou maturidade para "asfixiar jogadores como John Terry e Frank Lampard". "Evitamos que os ingleses tivessem mais posse de bola. Todos fizeram muito bem o seu trabalho", disse.

Segundo Joachim Löw, após a Inglaterra diminuir o placar no primeiro tempo, ficou claro que a equipe alemã diminuiu o ritmo. "No intervalo disse aos jogadores que estávamos ganhando, mas que não tínhamos mais o controle do jogo. Então, tínhamos que recuperar o controle da partida, da mesma forma que fizemos no início do confronto", afirmou.

O ex-auxiliar de Jurgen Klinsmann na Copa do Mundo de 2006 ressaltou a impressionante capacidade de concentração do volante Thomas Müller, que atua no Bayern de Munique. "Tínhamos que marcar um gol para tranquilizar o jogo. E isto foi feito por Müller, que mesmo com pouca idade demonstrou sangue frio ao marcar o terceiro gol".

Por fim, o treinador da seleção da Alemanha admitiu que o gol anulado pelo juiz uruguaio Jorge Larrionda, marcado por Lampard no final do primeiro tempo, quando o placar mostrava 2 a 1 contra os ingleses, foi legítimo. "Pelo que vi na televisão, a bola passou da linha. O gol teria que ser validado", finalizou.

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