Divulgação/Avaí FC
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Luanzinho lamenta morte do irmão, também jogador do Avaí: 'A vida bateu duro'

Renanzinho, de 20 anos, não resistiu a complicações de um tumor cerebral e morreu nesta quinta-feira

Estadão Conteúdo

22 de dezembro de 2017 | 15h30

Um dia depois da morte do volante Renanzinho, do Avaí, o meia Luanzinho, também do clube catarinense, se despediu do irmão através das redes sociais. Em uma emocionada carta publicada em sua página no Instagram na madrugada de quinta para sexta-feira, o jogador de apenas 17 anos não escondeu a dor pela perda: "A vida bateu duro demais agora".

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"Vou sentir muita saudade de você. A vida bateu duro demais agora, mas temos que nos levantar e seguir em frente. Irei conquistar aquilo que prometi para você. Você vai estar olhando tudo aí de cima. Obrigado por tudo, irmão. Saudades eterna de você!", escreveu o jovem atleta.

Jovem criado na base do Avaí e considerado uma das grandes promessas do clube, o volante Renanzinho morreu nesta quinta-feira, aos 20 anos, após não resistir a complicações causadas por um tumor no cérebro. Ele estava afastado dos gramados desde o início do ano passado, o que impossibilitou que realizasse o sonho de jogar ao lado do irmão.


"Você ganhou o coração de todos com esse seu jeito que era de impressionar a muitos. Não é dessa vez que vamos jogar junto, né? Mas você é tão especial que Deus te levou para perto dele. Obrigado por sempre me incentivar a jogar bola, me levar nos treinos quando eu era pequeno e fazer de tudo por mim", comentou Luanzinho.


Renanzinho passou a reclamar de fortes dores de cabeça no fim de 2015 e teve o câncer detectado no início do ano seguinte. Imediatamente, foi afastado do elenco e não mais atuou profissionalmente. Foram duas cirurgias para retirada de partes do tumor e impedir que ele afetasse funções motoras e respiratórias, mas o quadro se agravou recentemente e o atleta foi internado há duas semanas.


Justamente quando o irmão batalhava contra o câncer, Luanzinho também se destacou no Avaí, chegou às seleções de base e ao time principal, ainda aos 16 anos. Na reta final do Brasileirão, ganhou espaço na equipe e mostrou todo seu potencial. Na quarta-feira, um dia antes da morte de Renanzinho, o meia havia se formado no ensino médio.


"Meu irmãozinho, chegou o dia de você nos deixar. Só queria dizer que foi uma honra conviver todo esse tempo do seu lado. Momentos bons, alguns ruins, mas você sabe como a vida é, né? Quero dizer que você foi o melhor irmão do mundo. Ontem eu me formei, nem consegui falar isso pra você, né? Mas eu disse no começo do ano que conseguiria, e você, como sempre, me apoiou quando muitos duvidaram de mim. Você merecia todo sucesso do mundo pela sua dedicação, esforço e humildade", exaltou Luanzinho.

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