Eduardo Nicolau/AE
Eduardo Nicolau/AE

Lúcio descarta marcação especial em Cristiano Ronaldo

Zagueiro diz que Brasil precisa ter atenção com craque português, mas sem mudar estilo de jogo

ANDRÉ CARDOSO, Agência Estado

23 de junho de 2010 | 09h04

JOHANNESBURGO - Capitão da seleção brasileira, o zagueiro Lúcio descartou nesta quarta-feira, 23, a possibilidade de fazer uma marcação especial em Cristiano Ronaldo, o principal jogador de Portugal, no jogo de sexta-feira, 23, em Durban, pela última rodada da primeira fase da Copa. Segundo ele, o time do Brasil precisa ter atenção, mas deve manter seu estilo e defender por zona.

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"O Cristiano Ronaldo é um grande jogador e vem mostrando isso nos últimos anos. Mas acredito mais em marcação por equipe, cada um na sua zona, com um ajudando ao outro, sempre com atenção", disse Lúcio, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, negando que a seleção brasileira vá fazer uma marcação individual no astro português.

Lúcio admitiu que não tem acompanhado muito a equipe de Portugal, mas já sabe o que a seleção brasileira tem de fazer para sair com a vitória na sexta-feira. "Temos que impor nossa forma de jogar", avisou o zagueiro, reforçando que o objetivo é terminar na liderança do Grupo G - para isso, basta um empate contra os portugueses.

Depois de sofrer gols nos dois primeiros jogos da Copa, contra Coreia do Norte e Costa do Marfim - um em cada -, Lúcio reconheceu que aconteceram "falhas". "Ninguém gosta de sofrer gols, mas ambos saíram quando já estávamos em vantagem no placar. Então, não é um drama. Mas não estamos satisfeitos com os dois gols sofridos", contou.

Por isso, o capitão da seleção espera evolução no jogo contra Portugal. "O primeiro jogo de Copa é sempre mais tenso, o que nos trouxe dificuldades (contra Coreia do Norte). O segundo jogo já foi melhor (contra Costa do Marfim). E o nosso objetivo é crescer dentro da competição, ir melhorando e acertando os erros", revelou.

O jogo contra Portugal, inclusive, será especial para Lúcio. Ele irá completar 15 partidas com a seleção brasileira em Copa do Mundo, superando a marca de Pelé, que tem 14 - o recordista é Cafu, com 21. "Fico feliz em saber disso, dá mais motivação. Mas o meu foco principal não é alcançar recordes", explicou o zagueiro, que também foi titular em 2002 e 2006.

 

 

 

 

 

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