Lúcio distribui críticas à seleção

O zagueiro Lúcio foi o mais pessimista em relação ao empate com o Peru, em que a seleção brasileira ficou no 1 a 1, em Lima, no domingo à noite. Sua nota para a atuação brasileira foi um quatro. "Nossa equipe poderia vencer", afirmou. Mesmo assim, ele acentuou que "não foi o desastre que estão dizendo". Depois das críticas às atuações da defesa nas últimas partidas, ele desabafou. "Quando se toma um gol não é culpa só da defesa ou só de um desacerto na parte defensiva. Todo o grupo sabe que a gente poderia ter evitado aquele gol." Segundo ele, o Brasil entrou em campo sabendo da capacidade dos dois homens de ataque do Peru: Pizarro e Mendoza. "São rápidos e altos, mas fomos surpreendidos por um jogador que surgiu do meio-de-campo (Solano) e conseguiu cabecear a bola", criticou. "Nossa equipe precisa estar ligada a cada momento, nossa equipe estava com a bola e, num momento rápido, perdemos e fomos surpreendidos." Suas críticas estenderam-se também ao ataque. "Não se consegue criar muito no ataque e toda a equipe sofre, mas a gente está consciente disso e espera melhorar nessa partida contra o Uruguai." Para ele, os chutões do goleiro Dida em busca do ataque foram resultado da marcação feita pelos jogadores do Peru. "Não tinha espaço para sair tocando." O atacante Rivaldo disse que as dimensões do campo e o calor prejudicaram o conjunto e obrigaram à tentativa de ligação direta. "Aqui (no Estádio Pinheirão) vamos estar bem juntinhos. Temos que esquecer aquele segundo tempo." Mas lembrou que o jogo poderia ter sido decidido no primeiro tempo, quando houve pelo menos mais uma oportunidade de gol e ele acabou tocando a bola no travessão. Por isso, o atacante considera a nota 7 como a melhor para a atuação brasileira. Para o jogo desta quarta-feira, o empate não vale. "Jogando em casa não podemos perder pontos." Ele reconheceu que entrou muito motivado na partida, em razão de estar fora do time do Milan e de ter a confiança de Parreira. Mas não acredita que as duas boas apresentações individuais que fez nos últimos jogos da seleção mudem a atitude do técnico milanês Carlo Ancelotti, que insiste em mantê-lo na reserva. "Por isso vai ser difícil continuar no Milan", afirmou. Segundo ele, qualquer notícia de que ele está para retornar ao futebol brasileiro é "mentira". O volante Zé Roberto reconheceu que o time errou na saída de bola. "Poderíamos sair mais rápido, nós perdíamos a bola e isso complicou um pouco." Para ele, o time tem tido "atitude" em todos os jogos. "A atitude o Brasil sempre teve e sempre vai ter." É o que ele espera que se repita na partida contra o Uruguai. "É uma seleção que respeita muito o futebol brasileiro, é muito forte na marcação", avaliou. "Temos que mentalizar que estamos jogando em casa, sabemos de nossas qualidades e temos que colocá-las em prática."

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