Lúcio e Émerson não aceitam cobranças

Lúcio e Émerson. Dois pentacampeões estão sendo questionados depois das duas primeiras partidas da Seleção Brasileira nas Eliminatórias. O zagueiro por sua violência. E o volante por se limitar a roubar a bola e a entregá-la a quem está mais perto. Bem ao contrário da sua ?sombra?, Renato do Santos. Os dois tentam mostrar tranqüilidade. Mas não conseguem. "Eu estou sendo criticado sem razão. O que acontece e as pessoas parecem que não percebem é que o Brasil não joga mais com três zagueiros como fazia com o Luiz Felipe Scolari. Com o Parreira somos só dois atrás. As divididas serão mais mais freqüentes. Eu preciso entrar de maneira viril porque se passar por mim o Brasil pode tomar gol", tenta explicar Lúcio. Lúcio só assume ter sido violento contra a Colômbia. Nas demais divididas em que esteve envolvido só usou a força que aplica no futebol europeu. "Me excedi na joelhada que dei em um jogador da Colômbia (Restrepo).Poderia ter me segurado um pouco. No primeiro lance que as pessoas reclamam (com Grisalez) dei um empurrão e acabei acertando sem querer o seu rosto. Mas foram lances normais. O Parreira compreendeu porque é viajado, já trabalhou no dia-a-dia do futebol europeu", destaca. "No Brasil os torcedores não estão acostumados a ver tanto contato físico no futebol. Por isso estranham. Mas tanto o Parreira quanto os dirigentes europeus sabem do meu valor. Por isso estou sendo cotado para sair do Bayer Leverkusen para o Real Madrid", diz, orgulhoso. Já Emerson é bem mais direto. Ele, que só não foi capitão do Mundial do Japão por causa de uma contusão, sabe da pressão pela escalação de Renato do Santos no seu lugar. "Eu nunca pedi para ser convocado ou para ser titular. Estou jogando o meu futebol e dando o máximo. Se tiver de sair do time, tudo bem. Só quero ser respeitado."

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