Lúcio é o novo problema do Palmeiras

O volante Magrão joga, mas hoje ainda não foi o dia que o técnico Jair Picerni conseguiu se livrar dos sustos e treinar os titulares que devem entrar em campo neste sábado, contra o Paulista, pela semifinal do Campeonato Paulista. Depois de perder os atacantes Adriano Chuva e Vágner Love, contundidos, e o zagueiro Leonardo, suspenso, nesta quinta-feira foi a vez do lateral Lúcio torcer o tornozelo durante o coletivo e sair de campo antes de seu término. ?Ele sofreu uma contusão no tendão do tornozelo esquerdo mas, a princípio, não é problema para o jogo?, disse o médico Maurício Bezerra. Porém, o profissional admitiu que certeza mesmo de que o lateral vai poder atuar só após testes na manhã desta sexta-feira. E para completar a maré de contusões que se instalou no Palmeiras, o reserva do jogador, Marquinhos, também não treinou nesta quinta-feira porque sofreu um pisão no pé esquerdo na quarta-feira. Sendo assim, Picerni improvisou o time no coletivo, com Diego Souza na lateral e Marcinho como volante. Mas nem tudo foi má notícia na Academia de Futebol do Palmeiras. O volante Magrão, que não jogou domingo contra a Portuguesa Santista por causa de dores na coxa, treinou normalmente e foi liberado pelos médicos para jogar. ?Na verdade o meu problema não chegou a ser um estiramento, foi o que chamam de pré-lesão. Parei para não agravar?, contou o jogador. O atacante Adriano Chuva, como se suspeitava, sofreu uma lesão parcial no ligamento do joelho esquerdo. ?Ele vai ficar dois meses parado, mas não vai precisar de cirurgia?, explicou Bezerra. Incentivo ? Os jogadores não escondem: de todos os problemas atuais do Palmeiras o principal é a ausência de Vágner Love. ?Hoje, no Brasil, existem três atacantes que decidem: o Romário, o Luís Fabiano e o Vágner Love?, definiu Magrão. Mas, segundo o jogador, não é hora de lamentar e sim de dar apoio ao substituto do artilheiro do Paulista, o jovem Rafael Marques. ?A gente precisa dar toda a força possível para ele?, completou o jogador. O atacante Muñoz concordou. ?Ele está subindo e precisa da ajuda dos outros?, disse, lembrando que Rafael subiu das categorias de base do Palmeiras no começo do ano. O centroavante espera conseguir um rápido entrosamento com o novo colega e superar o fato de que jamais atuaram juntos no time titular. ?A gente deve conversar mais antes do jogo. Por enquanto, o Picerni tem pedido coisas a ele nos treinos, como se movimentar mais entre os zagueiros, e a gente não tem se falado.? Neutralidade ? Os jogadores do Palmeiras preferiram não se envolver na polêmica que envolve a perda do mando de campo do Paulista por causa dos incidentes ocorridos na partida da equipe contra a Ponte Preta, domingo, em Jundiaí. De qualquer forma, ninguém teme jogar no Estádio Jaime Cintra. ?Depois de jogar lá no Sul...?, disse Magrão, lembrando dos problemas que a equipe teve em partida da Copa do Brasil contra o São Gabriel. Sobre o mando de jogo, o volante preferiu deixar nas mãos da Federação Paulista de Futebol a decisão sobre o assunto. ?Pelo menos da minha parte sempre fui respeitado quando joguei em Jundiaí?, completou o jogador, que espera dificuldades contra um adversário em grande fase no Estadual.

Agencia Estado,

25 de março de 2004 | 20h23

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