Luis Acosta/ AFP
Luis Acosta/ AFP

Lugano admite rival superior, mas lamenta 'erros decisivos' da arbitragem

No desembarque em São Paulo, elenco reforça críticas a juiz

Estadão Conteúdo

14 de julho de 2016 | 11h49

Expulso na partida na qual o São Paulo foi derrotado por 2 a 1 pelo Atlético Nacional, na noite desta quarta-feira, em Medellín, Diego Lugano analisou de forma bastante lúcida nesta quinta, durante o desembarque do time no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a eliminação sofrida na semifinal da Copa Libertadores. O zagueiro não deixou de reclamar da arbitragem do chileno Patricio Polic no confronto, mas reconheceu que a equipe colombiana foi superior aos são-paulinos neste mata-mata e também nas fases anteriores da competição continental.

"Tenho de reconhecer que a equipe do Nacional, em toda a Libertadores, se mostrou melhor que o nosso time. Foi superior", afirmou o defensor uruguaio aos jornalistas, para em seguida, porém, ressaltar: "Poderia ter sido muito mais equilibrado, emocionante, se não fossem os erros de arbitragem em jogadas decisivas, tanto no jogo do Morumbi como, principalmente, no jogo de ontem. Isso ficou muito evidente".

Lugano, no caso, se referiu à polêmica expulsão do zagueiro Maicon no confronto de ida da semifinal, antes de o São Paulo levar dois gols no segundo tempo e cair por 2 a 0 diante do Atlético Nacional. Já na partida de volta, Patricio Polic deixou de marcar um pênalti cometido em Hudson no final do primeiro tempo, quando o duelo estava empatado por 1 a 1. Ele também provocou revolta nos são-paulinos ao expulsar Lugano e Wesley, sendo que o primeiro deles acabou se revoltando com a marcação de um pênalti a favor do time da casa e também levou o vermelho por supostamente ter aplaudido de forma irônica a decisão do juiz.

REVOLTA GERAL COM APITO E APOIO

No mesmo desembarque desta quinta, que contou com uma boa presença de torcedores são-paulinos que apoiaram a equipe após a eliminação, o zagueiro Rodrigo Caio também não escondeu a decepção com a atuação da arbitragem no duelo desta quarta-feira à noite.

"Primeiro estou muito triste. Acredito que neste jogo fizemos tudo que a gente podia fazer, e se a arbitragem não se comprometesse tanto seria outro jogo, outra história, principalmente depois do pênalti (sobre Hudson) e a expulsão do jogador deles (que não aconteceu após o mesmo cometer a penalidade) ali no lance", reclamou o defensor, para depois enfatizar: "Eu e o Lugano estávamos ali atrás e vimos muito claramente o pênalti. E não imagino como o bandeira que estava ali do lado e o árbitro não viram o pênalti".

O atacante Alan Kardec, que substituiu Hudson no decorrer do duelo com o time colombiano nesta quarta, foi outro que mostrou indignação com a arbitragem nesta chegada do time ao Brasil. "Ficaram muito nítidas as coisas que aconteceram. Fica difícil com jogadores a menos lutar por alguma coisa. Foi difícil. Se acontecem algumas marcações em determinados momentos da partida, o resultado poderia ser outro", opinou.

Michel Bastos, por sua vez, já havia manifestado decepção com a atuação do árbitro chileno ainda na Colômbia, onde chegou a ser expulso e viu o juiz voltar atrás na decisão e aplicar o cartão vermelho a Wesley, mas nesta quinta lembrou que a campanha do São Paulo na Libertadores precisa ser valorizada. Para completar, pediu para a equipe já focar os próximos desafios do ano, sendo o primeiro deles o clássico de domingo contra o Corinthians, às 16 horas, no Itaquerão, pelo Campeonato Brasileiro.

"Depois que você sai de uma competição importante desta forma é sempre difícil, mas ao mesmo tempo o que a gente procura passar para os jogadores é para eles levantarem a cabeça. Fizemos uma ótima competição, chegamos onde muita gente não acreditava e sempre lutando. Saímos do jogo ontem mostrando que queríamos a classificação do início ao fim. Hoje é um dia mais difícil, mas já estamos focados no clássico e vamos chegar ao jogo com muita confiança", aposta.

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