Lugano alerta para o ?nº 18?

O aviso já foi dado por Lugano aos seus companheiros de time: o homem que pode comandar uma zebra imensa no Campeonato Mundial de clubes da Fifa fazendo com que o Al Ittihad do Arábia Saudita elimine o favorito São Paulo é aquele que usa a camisa 18. "Não sei o nome dele, mas é muito bom o 18. Tem uma dinâmica muito interessante, corre muito, ajuda na defesa e chega na área do adversário. Temos de tomar cuidado com ele."O uruguaio esta certo. Mohammed Noor, o 18, fez uma partida excelente contra o Al Ahly. Ele se posiciona, no inicio do jogo, como um volante pela direita, ajudando o lateral na marcação. Com o tempo, foi se soltando e chegou varias vezes a área do Al Ahly. Em uma delas, fez o único gol do jogo, tendo o mérito de se aproveitar da ridícula falha do goleiro africano.Noor, que completa 28 anos em fevereiro, tem 1m72 e pesa 61 quilos. É o que os antigos chamavam de "motorzinho da equipe" e deixou a estrela do Al Ittihad em segundo plano. "Todo mundo sabe da qualidade que o Kallon tem, jogou até no futebol da Itália, mas o bom mesmo é o 18", repete Lugano, perguntando insistentemente pelo nome do adversário.E Noor, em entrevista a revista oficial do Mundial, editada pela Fifa, apontou outro fator pela qualidade de seu time. "Em campo, um ajuda o outro. Lutamos sempre. E, além disso, nossos diretores conseguem pagar bons salários, o que permite que os jogadores não precisem buscar outra profissão. Isso é ótimo.", diz, mostrando que o profissionalismo ainda engatinha por lá.A atenção que Lugano dedica ao Al Ittihad parece exagerada, mas faz parte de seu estilo serio. "Estamos em Mundial de clubes e todos que chegaram aqui tem muita qualidade e precisa ser respeitado. Todo mundo fala que a Africa tem um futebol forte e acabou eliminado pelo campeão da Ásia, Nos temos de jogar muito bem para garantir a vitória."Jogar com raça? Lugano poderia exaltar sua grande característica, mas surpreende na resposta. "Se raça fosse tão decisivo, o Uruguai estaria no Mundial e nós perdemos. Jogamos com raça e perdemos. O São Paulo tem de ter muito mais do que raça. Nós temos de ter raça e técnica. Correr muito, mas não esquecer de fazer grandes jogadas, como sabemos fazer."E ter sabedoria em campo. "Todo mundo sabe e nós também sabemos que o São Paulo é favorito, mas não podemos ser burros de não perceber que o adversário tem muitas qualidades. Quem for burro assim, pode cair fora."Então, a receita esta dada. Técnica, raça e todo mundo de olho no 18.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2005 | 09h13

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