Lugano exalta histórico e exibe confiança no Uruguai

Um dos principais líderes do Uruguai, Diego Lugano aposta que a sua seleção tem condições de vencer o Brasil nesta quarta-feira, no Mineirão, no primeiro jogo da semifinal da Copa das Confederações, marcado para começar às 16 horas. Embora admita que seja uma vantagem o rival atuar em casa, o experiente zagueiro de 32 anos exalta o histórico do seu país na América do Sul e exibe confiança em um triunfo diante do time de Felipão.

AE, Agência Estado

25 de junho de 2013 | 10h17

Em entrevista ao site da Fifa, publicada nesta terça, o defensor evitou fazer comparações deste próximo duelo com a histórica vitória por 2 a 1 obtida pelos uruguaios sobre os brasileiros na final da Copa de 1950, em pleno Maracanã, mas enumerou outros feitos alcançados pelo país e enfatizou: "O Brasil é o Brasil, mas, atenção: o Uruguai também é o Uruguai".

"É evidente que, na América do Sul, Brasil e Argentina são os grandes, pela quantidade de jogadores e pela infraestrutura, mas, se olharmos os títulos, o Uruguai aparece com mais Copas Américas que os dois (rivais) e mais títulos olímpicos que os brasileiros. Apesar de ser óbvio que somos um país menor e temos que ganhar quatro vezes para que nossos títulos recebam a mesma repercussão que os deles", ressaltou Lugano.

O ex-jogador do São Paulo também lembrou dos feitos recentes do Uruguai, que foi quarto colocado da Copa do Mundo de 2010 e campeão da Copa América de 2011, fato que fez o atleta exaltar a geração atual de jogadores do seu país.

"Não posso me comparar com (o capitão uruguaio de 1950), Obdulio Varela, de jeito nenhum. Eram outros tempos, outras circunstâncias, outro regulamento, outros jogadores. Não é o mesmo que está em jogo (agora). A única coisa é que são as mesmas seleções e que vai ser disputado de novo no Brasil. Mas, veja bem, o Maracanazo não foi a única vez. Fizemos o mesmo na Copa América e nem eles (brasileiros) nem os argentinos foram campeões no Uruguai. São dados estatísticos que vão além de 1950 e que nos permitem chegar com o máximo de ambição. Somos uma geração de jogadores que já entrou para a história e queremos seguir nesse caminho", completou.

Já ao falar sobre a pressão que será encarar o Brasil com torcida contra em uma competição da Fifa, Lugano disse estar prevendo um "tremendo jogo" e lembrou que seu país costuma se superar quando está sob pressão em partidas de peso. "O Uruguai se sente bem em momentos assim, em partidas tão importantes, porque historicamente foi uma equipe que ganhou muito e em torneios grandes. Estamos encarando este jogo como uma grande oportunidade, diante de um Brasil que evidentemente tem tudo a seu favor. Mas já foi assim antes e os derrotamos. Por que não desta vez?", questionou.

Ao comentar sobre o que espera para a partida desta quarta, o zagueiro acredita que os dois times adotarão uma postura corajosa desde o início, apesar da rivalidade histórica e de uma vaga na final estar em jogo.

"(Será um jogo) De altíssima intensidade, com duas equipes que, com certeza, vão entrar arriscando tudo e que contam com jogadores que desequilibram muito do meio de campo para frente. Vai ser uma partida muito bonita de se ver, muito equilibrada. E já estamos nos preparando e sonhando em ganhar deles de novo. Seria muito bom para nosso futebol chegar à final de uma Copa das Confederações. Já conquistamos muita coisa, mas não nos conformamos. Queremos mais", avisou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.