Agliberto Lima/Estadão
Agliberto Lima/Estadão

Lugano retorna como ídolo, mas chegou sob deboche ao São Paulo

Zagueiro uruguaio era desconhecido quando chegou em 2003

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

07 de janeiro de 2016 | 07h00

De "jogador do presidente" a principal reforço da temporada. O São Paulo está para confirmar ainda nesta semana o retorno do zagueiro Diego Lugano à equipe com status muito diferente da primeira vinda do uruguaio, em 2003. Cercado de desconfiança, naquela época e festejado em 2016, o jogador viveu os dois extremos pela equipe do Morumbi.

Era abril de 2003 quando o São Paulo do técnico Oswaldo de Oliveira atravessa um período conturbado depois do vice-campeonato estadual diante do Corinthians. A solução para resolver a criticada defesa veio do presidente Marcelo Portugal Gouvêa. O time foi buscar um zagueiro reserva do Nacional, do Uruguai, e que atuava pela seleção sub-23 do país.

O dirigente admitiu que contratou o jogador, então com 22 anos, às escuras. "Confio nas pessoas e recebi boas indicações", disse no dia da apresentação. Gouvêa pediu que o empresário Juan Figer o indicasse algum defensor. Até hoje o agente trabalha com Lugano. "É uma promessa", defendeu-se o presidente do clube. O jogador estava há quatro meses sem receber salários e custou na época 200 mil dólares.

A contratação fez Lugano ser chamado pejorativamente de "o jogador do presidente" por parte da torcida. A estreia viria somente meses depois, contra o Atlético-MG, e o primeiro gol, foi no mesmo ano, contra o Fluminense, pela Copa Sul-Americana.

Aos poucos a reputação do jogador mudou. Em 2005 foi titular absoluto nas campanhas vitoriosas do Campeonato Paulista, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes. No ano seguinte, saiu rumo ao Fenerbahçe para agora, dez anos depois, ter o retorno ao clube com status de ídolo e principal reforço da temporada.


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