Rubens Chiri|Divulgação
Rubens Chiri|Divulgação

Lugano se inspira no Uruguai para fazer o São Paulo reagir

Zagueiro confia na virada contra o Atlético Nacional

Ciro Campos, Enviado especial a Medellín

11 de julho de 2016 | 23h07

O zagueiro Diego Lugano, do São Paulo, afirmou nesta segunda-feira que pela experiência em atuar pela seleção uruguaia, já testemunhou viradas no futebol que devem impulsionar o time para enfrentar o Atlético Nacional, nesta quarta, em Medellín. A equipe do Morumbi perdeu por 2 a 0 o jogo de ida em casa pela semifinal da Copa Libertadores e terá agora que conseguir uma reviravolta para ir à decisão.

"Com o Uruguai conseguimos viradas muito bonitas. O futebol me ensinou que na quarta pode ser tudo diferente. O esporte dá muitas voltas. Quem sabe daqui saíremos classificados na quarta-feira", disse o zagueiro após treino do time no local da partida, o estádio Atanasio Girardot. Por cerca de uma hora o elenco trabalhou na atividade fechada, que foi comprometida por uma forte chuva com trovoadas em Medellín.

Lugano será uma das novidades da escalação do São Paulo. O defensor de 35 anos vai substituir Maicon, expulso na última quarta-feira, e ao recorrer às memórias dos jogos que fez pelo Uruguai, resgata também a sua ligação com a torcida. O experiente zagueiro é ídolo dos são-paulinos, que costumam levar aos jogos bandeira do país vizinho para homenagear o jogador.

O ex-capitão da seleção uruguaia vivenciou na Copa de 2010 uma vitória heróica da equipe contra Gana. Após ter um pênalti marcado contra no último minuto da prorrogação, o time sul-americano conseguiu a classificação para as semifinais com vitória na decisão por pênaltis.

O único remanescente do time campeão mundial em 2005 pelo São Paulo, explicou que tem no elenco atual uma função mais importante do que naquela época. "Agora eu sou muito mais participativo no grupo, tenho mais influência. Vamos tentar fazer o melhor nos 90 minutos que temos para jogar", afirmou.

Apesar de reconhecer a dificuldade, Lugano explicou que pela tradição, o São Paulo não pode se considerar derrotado. "O time deles e o melhor da Libertadores, temos desfalques e tudo parece estar contra. A nossa camisa e a luta ajudarão para brigar por uma virada, que seria histórica", comentou.

A equipe manteve o segredo na formação titular que enfrenta os colombianos na quarta-feira. Bauza vai comandar o último treino na tarde de terça no estádio do Envigado, clube de cidade na região metropolitana de Medellín.

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