Marcos de Paula/Estadão
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Luis Álvaro alega questão médica e renuncia no Santos

Odílio Rodrigues assume definitivamente como presidente do Alvinegro

Sanches Filho, Agência Estado

15 de maio de 2014 | 20h41

SANTOS - Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro não é mais presidente do Santos. Na noite desta quinta-feira, o dirigente surpreendeu e anunciou a decisão de deixar o cargo, que fica agora fica efetivamente nas mãos de Odílio Rodrigues. Ele vinha exercendo a função interinamente desde agosto do ano passado, quando o próprio Luis Álvaro se afastou por questões médicas.

Foram justamente estes problemas de saúde que o agora ex-presidente usou para justificar a renúncia. De acordo com nota divulgada no site oficial do Santos, "sua licença médica precisou ser prorrogada por tempo incerto e indeterminado". Um boletim médico assinado pelo doutor Henrique Grunspin, do Hospital Albert Einstein, explica que Luis Álvaro tem "diagnóstico de insuficiência cardíaca congestiva, impossibilitando de exercer as funções de presidente até segunda ordem".

Com histórico de problemas cardíacos, Luis Álvaro foi internado diversas vezes nos últimos anos e, consequentemente, precisou pedir licença do cargo de presidente também em algumas oportunidades. Em agosto do ano passado, o pedido de licença foi de um ano, mas, antes que o período chegasse ao fim, veio a renúncia.

Apesar do histórico comprovado do dirigente, a oposição santista vê na renúncia desta quinta uma manobra da situação. Com a saída de Luis Álvaro e a entrada de Odílio Rodrigues, o novo presidente teria o direito de concorrer à reeleição em dezembro, segundo o estatuto do clube. Caso contrário, Odílio estaria impossibilitado de ser candidato, já que fora eleito duas vezes como vice-presidente, número máximo previsto pelo estatuto.

Odílio sequer foi confirmado como candidato da situação. "Por enquanto a situação não está falando sobre nomes. Estamos montando apenas uma plataforma", ele chegou a dizer. No entanto, o dirigente seria o nome forte escolhido pela chapa que hoje comanda o clube para bater de frente com Marcelo Teixeira, especulado como candidato da oposição. Teixeira foi presidente do Santos em duas oportunidades: a primeira, de 1991 a 1993 e a segunda, de 2001 a 2009.

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