Luís Fabiano ainda negocia com o Porto

Foi uma maratona de negociações, mas no final do dia, Luís Fabiano não bateu o martelo. A conclusão das discussões a respeito do contrato entre o atacante do São Paulo e o Porto ficou para terça-feira, o último dia de inscrição de jogadores para o Campeonato Português. Na manhã desta segunda-feira, Luís Fabiano fez os testes médicos em Lisboa. E à tarde, foi junto com seu empresário para a sede do Porto, para negociar o contrato com o clube. Mas ainda não finalizou o acordo. No meio da tarde, a situação do jogador já parecia estar resolvida: saiu do clube por volta das 16 horas para ir a um cartório, o que é necessário para o reconhecimento da assinatura no contrato. Durante todo o dia, no entanto, o Porto manteve a política de não revelar nada a respeito das negociações. Até as 20 horas, quando admitiu oficialmente que estava em conversações com o jogador do São Paulo. Nada mais do que isso. "Tudo o que posso dizer é que a Sociedade Anônima Desportiva do Futebol Clube do Porto e o jogador estão a negociar", afirmou o assessor de imprensa do clube, Acácio Valentim. As informações publicadas nos sites dos principais jornais esportivos de Portugal indicam que o valor da transferência seria entre 13 e 13,5 milhões de euros (entre 46 e 49 milhões de reais). Disputa - Para conquistar um lugar no ataque do Porto, Luís Fabiano vai ter a concorrência de dois centroavantes: o sul-africano Benny MacCarthy, artilheiro do campeonato anterior, e do português Helder Postiga, que voltou ao time depois de um ano no Newcastle, da Inglaterra. Se assinar o contrato, Luís Fabiano vai ter a companhia de outros brasileiros no Porto: Diego, que deixou o Santos recentemente, Carlos Alberto, que saiu do Fluminense no ano passado, e Derlei, que está há cinco anos em Portugal e já conseguiu, inclusive, a naturalização. Segundo analisa José Carlos de Sousa, do jornal A Bola - um dos principais de Portugal -, a compra de Luís Fabiano faz parte da política do Porto de aquisição de jovens consagrados, aproveitando que tem dinheiro com as transferências no final de julho, que renderam mais de 50 milhões de euros. "O Porto sabe que é praticamente impossível repetir as duas últimas épocas, em que conquistou dois campeonatos, a Copa da Uefa e a Liga dos Campeões. Por um lado, a compra desses jogadores serve para dizer para os apoiantes que a direção fez tudo o que é possível para o clube ganhar. Por outro, são jogadores jovens, que vão constituir um ativo do clube, tendo em vista se valorizarem e serem vendidos", afirmou o jornalista do A Bola.

Agencia Estado,

30 Agosto 2004 | 18h29

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