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Luis Fabiano anuncia aposentadoria aos 41 anos: 'Lutei muito contra o meu corpo'

Foram quatro anos lutando para superar as lesões e os problemas musculares para disputar mais uma temporada

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2021 | 22h55

Chegou ao fim nesta sexta-feira a carreira de um dos grandes centroavantes do futebol brasileiro dos últimos anos. Ídolo das torcidas de São Paulo e Ponte Preta e também da seleção brasileira, Luis Fabiano anunciou que perdeu a luta contra os problemas físicos e resolveu "pendurar as chuteiras" aos 41 anos.

Foram quatro anos lutando para superar as lesões e os problemas musculares para disputar mais uma temporada. O artilheiro gostaria de defender as cores da Ponte Preta ou do São Paulo mais um ano e fazia trabalhos físicos para voltar aos campos.

Briguento e cheio de marra dentro do gramado, Fabuloso, como sempre foi chamado, o último camisa 9 de verdade representando o Brasil em Copas se caracterizou por ser um jogador que não desistia das jogadas e também não deixava um companheiro desprotegido. Fazia gols na mesma intensidade com na qual se envolvia em confusão.

O lutador nascido em Campinas perdeu sua primeira batalha para valer. "Chegou a hora. Nos últimos quatro anos eu lutei muito contra o meu corpo para voltar a fazer o que mais amo: jogar futebol. Foram muitas horas de tratamento, treinamento, fortalecimento, além de duas cirurgias. Lutei até o final, com muita dor, e no meio de uma pandemia não pude voltar. Refleti muito, essa batalha eu não venci", lamentou, em suas redes sociais, ao anunciar a despedida dos gramados. 

Luis Fabiano sai de cena como o terceiro artilheiro da história do São Paulo, com 212 gols, sendo o máximo goleador em seis competições. Foram duas passagens pelo Morumbi, entre 2001 e 2004 e de 2011 a 2015.

"Estou muito orgulhoso com a trajetória que construí como jogador. Foram muitos gols, títulos, conquistas, reconhecimento. Também tiveram cartões, polêmicas e críticas. Minha carreira não foi um conto de fadas, foi uma vida real. Creio que isso me transformou em ídolo pelos clubes que passei", afirmou.

Além de Ponte Preta e São Paulo, o artilheiro defendeu Rennes, Porto, Sevilla, Tianjin Quanjian e o Vasco, seu último clube, em 2017. Pela seleção brasileira foi campeão da Copa América de 2004 e da Copa Sul-Americana de 2009, além de disputar a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

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