Luís Fabiano vai desfalcar o São Paulo

Em seis pontos disputados em Santa Catarina, quatro conquistados. Uma vitória e um empate. O retrospecto da semana agradou o técnico Oswaldo de Oliveira. "Ficou de bom tamanho", concorda o atacante Luís Fabiano, consolado pelos companheiros por desperdiçar uma penalidade máxima. "Pênalti bem cobrado é o que acaba convertido", analisou Luís Fabiano, que desfalca a equipe no jogo de quinta-feira, em Fortaleza, pelo terceiro cartão amarelo recebido. Rico também está fora da delegação que vai ao norte do país, por ter sido expulso em Criciúma. Depois de vencer o Figueirense no meio de semana pela Copa do Brasil, o São Paulo "fez um bom jogo e poderia até ter vencido, pois além do pênalti tivemos duas ótimas oportunidades no segundo, que não convertemos", disse o treinador Oswaldo de Oliveira. A partida, na sua opinião foi boa, com muitas jogadas de ataque, boas oportunidades para os dois times, o que, acredita, agradou os mais de 15 mil torcedores que foram ao Estádio Heriberto Hülse e assistiram pela TV. "Foi um jogo digno de um campeonato brasileiro", acrescentou. Como ocorreu em Florianópolis, torcedores do São Paulo fizeram protesto em frente ao hotel em que os jogadores estavam hospedados, pedindo a saída do treinador. Oswaldo de Oliveira não quis comentar os fatos, afirmando que "é um assunto com prazo de validade vencida". Reafirmou, contudo, que a equipe dá claras demonstrações de um estilo de jogo diferenciado, com forte marcação na meia cancha e utilizando os contra ataques com velocidade. Oliveira entende que a entrada de Adriano no time, somada ao bom desempenho de Fábio Simplício, jogando na lateral direita, e de Souza que enquanto esteve em campo, disse o treinador "desempenhou uma missão tática muito importante", permitiu que a zaga do São Paulo não ficasse tão exposta, como em outras oportunidades. Afirmou o técnico são-paulino, que pretende manter Simplício e Adriano com as mesmas funções e disse que vai pensar "com calma", na solução para a saída de Luís Fabiano. No vestiário do Criciúma não faltaram queixas contra o árbitro Alicio Pena Júnior. O lance mais lamentado foi o cabeceio de Cametá, aos 40 minutos do segundo tempo, que teria passado a linha de gol. O técnico Edson Gaúcho, utilizando a quantidade de cartões amarelos dos dois times, questionou a "fama", segundo ele, imposta ao Criciúma, de ser um time que faz muitas faltas. O São Paulo cometeu 26 e o Criciúma, 15 faltas. A equipe paulista teve seis jogadores punidos com cartões amarelos, enquanto o clube catarinense teve três jogadores advertidos.

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