Miguel Gutiérrez/EFE
Miguel Gutiérrez/EFE

Luís Figo revela intenção de concorrer à presidência da Fifa

Ex-jogador afirma ter apoio suficiente para formalizar candidatura. Prazo para protocolizar concorrência termina nesta quinta

O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2015 | 11h44

Eleito pela Fifa como melhor jogador do mundo em 2001, o português Luís Figo revelou nesta quarta-feira que pretende concorrer à presidência da entidade. Em entrevista à emissora CNN, o ex-jogador de equipes como Real Madrid e Barcelona reclamou da reputação da instituição e disse que "o futebol merece coisa melhor". A eleição está marcada para o dia 29 de maio.

Figo garantiu ter apoio de pelo menos cinco federações nacionais, requisito obrigatório para formalizar sua concorrência ao cargo. O prazo para oficializar candidaturas termina nesta quinta-feira. Ele se junta a David Ginola, Jèrome Champagne, Michael van Praag e ao príncipe da Jordânia, Ali Bin Al Hussein, como potenciais candidatos. Além, é claro, de Joseph Blatter, que ocupa o cargo máximo do futebol mundial desde 1998.

"O futebol me deu muito ao longo da minha vida, e eu quero retribuir ao jogo de alguma forma", revelou o ex-meia de 42 anos, que recentemente foi eleito como o terceiro melhor jogador português de todos os tempos em votação popular promovida pela própria Federação Portuguesa, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Eusébio.

"Eu olho para a reputação da Fifa neste momento e não gosto do que vejo. O futebol merece coisa melhor. Nas últimas semanas, meses e até anos, vejo a imagem da Fifa se deteriorar", afirmou o mais novo potencial candidato à presidência da entidade.

Entre os potenciais candidatos, apenas Ginola e Figo são ex-jogadores. Champagne é diplomata e já ocupou o cargo de vice-secretário-geral da Fifa, enquanto van Praag é presidente da Federação Holandesa de Futebol. O Príncipe Ali, da Jordânia, também já ocupou cargos na instituição máxima do futebol, como vice-presidente representante da Ásia. De acordo com o membro do comitê eleitoral da Fifa, Dominico Scala, os postulantes precisam passar por um teste 'anti-corrupção'.

"Quanto mais eu falo com gente do futebol - como jogadores, treinadores e presidentes de associações - mais ouço que algo precisa ser feito", concluiu Luis Figo. Além de ter sido eleito o melhor jogador do mundo em 2001 e o terceiro melhor português de todos os tempos, o ex-jogador fez história ao vencer a Liga dos Campeões de 2002, pelo Real Madrid. Pela seleção, ele disputou as Copas de 2002 e 2006 e soma 127 aparições pela equipe nacional. Ele iniciou sua carreira no Sporting Lisboa e a encerrou na Inter de Milão, em 2009.

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