Luisão e Gomes se sentem prestigiados

O zagueiro Luisão e o goleiro Gomes devem voltar para casa como os únicos dos 23 jogadores que Parreira trouxe para a Alemanha que não entraram em campo na Copa das Confederações. Ambos curtiram banco até agora e ainda assim não se sentem desprestigiados. Apesar do ostracismo, apostam que a convivência no ambiente da seleção, nas últimas três semanas, possa ser importante na hora em que o treinador tenha de definir o grupo para a disputa do Mundial de 2006. A falta de oportunidade aparentemente não diminuiu o entusiasmo dos dois reservas. Gomes, por exemplo, tem sido um dos mais discretos e aplicados nos treinamentos, desde que se juntou ao grupo. Titular no PSV, da Holanda, não esteve no elenco nos jogos com o Paraguai e a Argentina, pelas Eliminatórias, e interrompeu as férias para voltar à Europa só para atender ao chamado de Parreira. Como manda o bom senso, jamais contestou sua condição de terceira opção para o gol. "O Dida e o Marcos são excelentes e merecem o lugar", afirma, com freqüência. "O fato de estar aqui já é muito bom, me deixa feliz e significa reconhecimento pelo meu trabalho." A esperança, daqui para a frente, fica por conta de novas convocações. "A minha parte, continuarei a fazer, que é a de treinar e jogar bem. Depois, vamos ver o que acontece." Luisão não deixa por menos. A boa temporada e o título português com o Benfica o trouxeram de volta à seleção. Só por isso, se sente vitorioso e acha que compensou o sacrifício de compor o grupo na Copa das Confederações. "Sabia desde o começo que a concorrência seria grande", alegou. "O Lúcio e o Roque Júnior são campeões do mundo e têm experiência demais", elogiou. "Era lógico que eles jogassem." A resignação não é sinônimo de apatia. Luisão admite que queria ter jogado alguns minutos, pelos menos na primeira fase do torneio, e agora aposta no futuro. "Nas vezes em que entrei, fui bem e mostrei que tenho condições de vestir a camisa da seleção", avaliou. "O Mundial será daqui a um ano e quero estar de volta." Não importa se for na reserva, desde que possa realizar o sonho de jogar uma Copa. "Puxa, seria demais." Esperança que tem fundamento. Parreira elogiou a postura profissional de ambos e em nenhum momento deu a entender que estão fora da briga por vagas para o Mundial. Mesmo que não tenham sido aproveitados. "Coloquei 21 jogadores em quatro jogos, um número alto para uma competição curta", disse o técnico. "Não deu para escalar todos, como eu desejava, mas pude ver de perto o comportamento deles", avisou. "E posso dizer que volto satisfeito demais, com todos, sem exceção."

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