Luiz Estevão faz o que quer no Serejão

O ex-senador Luiz Estevão, dono do Brasiliense, realmente dá as cartas de maneira absoluta no clube. Nesta quarta-feira, antes do jogo decisivo da Copa do Brasil contra o Corinthians, ele deu uma mostra de seu poder: todos os seus pedidos eram atendidos rapidamente, e sem discussão. Todos não, quase todos, pois um, feito à Polícia Militar, foi recusado. Ele queria que uma passarela existente na frente do estádio Serejão fosse liberada para que torcedores sem ingressos pudessem assistir à partida. Recebeu um "não" como resposta."Não podemos liberar por uma questão de segurança. Não se sabe quantas pessoas ficariam na passarela e a estrutura poderia não suportar??, decidiu o coronel Eloísio, responsável pelo policiamento no estádio. O uso do local para os "sem-ingresso?? é comum nos jogos do time de Brasília. Mas, desta vez, o máximo que os torcedores puderam foi usar a passarela como acesso ao estádio.Esta, porém, foi a única solicitação do ex-senador não atendida. Outras, como a liberação do trabalho dos vendedores ambulantes dentro do estádio, não receberam contestação. "Vamos deixar entrar sim, tem de deixar??, dizia Luiz Estevão a um de seus assessores. Minutos depois, o acesso foi permitido.Ao perceber isso, um torcedor solicitou a Luiz Estevão: "Dá para deixar entrar também os vendedores de cerveja???. "Ninguém vai morrer se ficar um dia sem tomar cerveja??, negou o ex-senador. A entrada de ambulantes no estádio Serejão tinha sido inicialmente vetada por medida de segurança.O presidente do Brasiliense também resolveu problemas como a falta de credencial para pessoas que trabalham em órgãos públicos do Distrito Federal. Numa das ocasiões, pediu a uma assessora 14 credenciais. "O pessoal precisa trabalhar??, argumentou. Dois minutos depois, o grupo estava credenciado.

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