Luiz Estevão: ?Simon é um pilantra?

"O Simon tinha que estar na cadeia. O que ele fez aqui foi vergonhoso. Foram três lances capitais que decidiram a partida. Ele deveria ter vergonha na cara. É um pilantra e vagabundo. Deveria ter vergonha de apitar na Fifa." Foi assim, de forma revoltada, que Luiz Estevão, ex-senador e presidente do Brasiliense, após o jogo desta quarta-feira. Cassado por envolvimento no caso do juiz Nicolau dos Santos Neto, ele saiu revoltado com o juiz Carlos Eugênio Simon. Estevão estava irado. Não media palavras para criticar o juiz. "O Corinthians não fez o suficiente para ganhar o jogo. As duas emissoras que transmitiram o jogo mostraram que houve pênalti sobre nosso jogador, que houve falta no lance do segundo gol do Corinthians." Para ele, Simon não errou. Foi mal-intencionado. "Já dava para perceber isso no primeiro tempo. Em uma falta para o Brasiliense, o juiz mandou nosso jogador cobrar dez metros fora do lugar. É uma lástima saber que interesses excusos no futebol manipulam os resultados dos jogos. Ele prejudicou a gente. Não tenha dúvida de que houve intenção de prejudicar o Brasiliense. O juiz é feito para apitar, não para fabricar resultados." Estevão insinuou que Simon já tinha ajudado o Corinthians em outras oportunidades. "Nós chegamos aqui sem dever nada a ninguém. Mas não se pode dizer isso sobre esse elemento (Simon), que ajudou o Corinthians no primeiro jogo contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil, há um mês." O ex-senador não teve problemas na visita ao Morumbi. Chegou à cidade em um jatinho particular, passou pelo saguão e foi direto para a tribuna de honra. Ao contrário do que aconteceu no Mineirão e no Maracanã, nos jogos contra o Atlético-MG e o Fluminense, Estevão não foi hostilizado por torcedores. Uns poucos ainda ensaiaram gritar "time de ladrão", mas o ex-senador, dentro da tribuna, não ouviu. "Não tenho problemas com a população. O povo não é trouxa. Não acredita nessa série de mentiras que criaram sobre mim." Estevão foi cassado em 2000, por envolvimento no caso de desvio de verbas do Fórum Trabalhista de São Paulo, que lesou os cofres públicos em R$ 169 milhões. Seus bens estão congelados pela Justiça, que ainda julga o processo que pede devolução do dinheiro desviado. "Quem devolve os absurdos que falaram sobre minha pessoa no caso das traves. Não enfrento a população. Ela não é trouxa.?

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